quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Breves Reflexões 032/100

32- Repouso forçado. (BR 315)

“Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Isaías 30.15).

Dois testemunhos edificantes:

Primeiro – “O cavalo estava correndo rápido demais. Ao tentar controlá-lo, ele pisou em falso à esquerda e balançou sobre os cascos da frente. O movimento brusco me levantou da sela e me jogou para trás. Gritei de dor, certo de ter quebrado alguma coisa. Conseguindo me levantar da sela, fiquei parado, desajeitadamente, no meio da arena de rodeio por alguns momentos. Mais tarde, naquela noite, um raio-X revelou o ferimento - os ligamentos na base da minha pélvis tinham se rompido. Eu precisaria de três a seis meses de descanso e recuperação. Para uma pessoa que gosta de atividade, tal prognóstico era má notícia. Nos dias seguintes, debati-me com sentimentos de desânimo, raiva, frustração e até de inutilidade. Mas a misericórdia de Deus me dominou um dia, enquanto eu chafurdava em autopiedade. De repente, comecei a agradecer a Deus pelas bênçãos infinitas em minha vida. Lágrimas inundaram meus olhos conforme minha lista de bênçãos crescia. Eu tenho muito pelo que ser grato. Deus estava me ensinando muitas coisas por causa da minha condição. Eu estava aprendendo a reduzir meu ritmo e descansar em Cristo. Deus me lembrou de que meu valor não está em nada do que eu possa ou não fazer, mas no sacrifício de Jesus e no bondoso amor de Deus por mim”.

(Drew Travis (Califórnia, EUA). – No Cenáculo de 22/02/2010).

Segundo – “Sou apaixonado por aviões! Ficava horas admirando as aeronaves no aeroporto perto de onde morava. Devoro toda literatura a respeito de aviões que posso ter acesso. Algo interessante a respeito da pilotagem de aeronaves é que, dependendo do esforço físico produzido por manobras em alta velocidade, o piloto pode perder os sentidos por alguns segundos, pois o sangue desce para a parte inferior do corpo pela força centrífuga. O cérebro, sem irrigação, perde os sentidos. O piloto completa algumas manobras por “instinto”. Ele sabe o que deve fazer para não se espatifar no chão e quais comandos dar à aeronave mesmo sem ver. Logo as forças se normalizam e a visão do piloto volta ao normal. Ele se treina para essas ocasiões, agindo com calma quando a visão lhe falta. Às vezes, a vida nos surpreende com bruscas mudanças – situações que roubam a visão e confundem os nossos sentidos: a perda de um ente querido, do emprego, perseguição, calúnia, enfermidade. O que fazer? Quando os sentidos ficam confusos, precisamos agir não pelo que vemos, mas pelo que sabemos ser certo: perdoar ao próximo mesmo quando ele parece não se arrepender, confiar que Deus nos ama e cuida, mesmo quando parecemos estar sozinhos no mundo, seguir em frente fazendo o que é certo mesmo quando tudo nos convida a nos rebelar e a simplesmente desistir. Precisamos “treinar nossa mente” para, em momentos de dificuldade, não tomar decisões precipitadas das quais nos arrependeremos. Para isso, precisamos renovar a mente com as instruções de Deus que estão na Bíblia. Assim, seguindo essas orientações, em vez de se espatifar no chão, cedo ou tarde as pressões se normalizarão novamente, e você se verá voando seguramente nas alturas com Deus”. (Autor desconhecido).

Muitas vezes Deus nos diz: BASTA.

‘Descansa no Senhor e espera Nele”. (Salmo 37.7a).

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira.

Conheça o meu blog: alfredopam.blogspot.com - o seu comentário é muito importante. Tenho blogs também no “brasilmetodista”, na UBE- União dos Blogstas Evangélicos e no WWW. Sônico- Comunidade: “Somos Metodistas”.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Breves Reflexões 031/100

31- Desafios do Reino. (BR 314)

a)- A mensagem do reino de Deus nos desafia a invadir todas as áreas do viver humano: artes, esportes, entidades filosóficas, místicas, esotéricas, políticas, humanistas, profissionais, enfim, onde houver gente, seja neste planeta ou em outros não importa, precisamos estar presentes para anunciar e vivenciar as boas novas do Reino. (P/AViS-Primavera de 1966).

b)- Sinais do Reino:

01- Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. (Jo 3.3). O reino está entre nós, precisamos tomar posse dele, não como donos, mas como humildes súditos que diariamente se prostram diante de seu Rei. O dono do Reino é o “Deus Altíssimo” que na revelação Crística está entre nós.

02- Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. (MT 18.3).

03- Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. (Lc 4.43).

04- Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. (Lc 17.21).

05- Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio. (Lc 22. 29).

06- Respondeu Jesus: o meu reino não é deste mundo. (Jo 18.36a).

07- Porque o reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. (Rm 14.17).

08- Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (2 Pd 1.10-11).

09- Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! (Ap 1.5b.6).

10- O Sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. (Ap 11.15).

c) Acredito na sobrevivência do que denomino de “Plano Salvífico” ou seja a “UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE DO MISTÉRIO DA OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO” como dado perene da sobrevivência da Igreja como sinal da “verdade libertadora” de Jesus Cristo visto e aceito como Filho de Deus, Senhor, Rei e único Salvador e Mediador entre nós e o Deus Altíssimo, O Criador, que no evento da encarnação, morte e ressurreição realizou a história da salvação, a qual tem Nele a sua plenitude e o seu centro (Cristocentrismo). Crer nisso me traz muita paz e segurança para acreditar no futuro do homem, alvo primeiro de toda a preocupação do “Deus Altíssimo”, revelada em Jesus Cristo que deu garantia de que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua IGREJA, que em última instância é a esperança da implantação do Reino, cujos primeiros sinais encontramos na Igreja de Atos dos Apóstolos. (Atos 4.32-35).

d) A Igreja de Cristo produz os sinais do reino. Nela reúnem-se todos os salvos; negros, brancos, vermelhos, amarelos, ricos, pobres, doutores, analfabetos... Todos tornamo-nos adoradores e, prostrados diante do Rei, nos igualamos e adoramos a sua magnitude. Uma Igreja que não produz estes sinais, poderá ser igreja de branco, de negro, doutores... mas nunca a Igreja que Cristo nos outorgou. (P/AViS-Primavera de 1967).

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todos estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6-33).

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Breves Reflexões 030/100

30- Voando com o Tempo (BR 14)

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Ec 3. 1).

O que fazer com a sensação de que o tempo sempre é curto e não permite que façamos as coisas que gostaríamos? Sempre que vem um novo ano, percebemos como o tempo voa. Eu sou um apaixonado pelas coisas da vida e amo tudo o que faço.

Mas no anseio de viver fazendo de tudo um pouco, descobri que acabo fazendo quase nada de tudo. Muitos são assim.

O Senhor Jesus disse: “Aquele que quiser salvar sua vida (o seu tempo de vida) perdê-la-á: mas aquele que perder sua vida por amor de mim e do meu reino, esse a salvará”.

Se você é como eu, um faz tudo maníaco que se frustra por acabar fazendo muito pouco no final, talvez possa lucrar com o que aprendi e que transformou minha vida de um turbilhão confuso numa corrente intensa e constante que opera mudanças significativas: o primeiro passo para a verdadeira eficácia é ter um propósito específico. A maioria das pessoas simplesmente “vive” sem propósito.

Não ter um propósito é condenar-se à frustração e ao fracasso no final. Essa é a mãe da depressão. Já outros (como eu) possuem propósitos demais e acabam divididos. A Bíblia diz que o homem de coração dividido não alcançará coisa alguma. Quando se desejam todas as coisas de uma vez, tudo é raso, malfeito e incompleto. Esses são os que começam cinco faculdades diferentes e não terminam nenhuma. Precisamos desenvolver a habilidade de firmar metas e fixar prioridades. Uma meta alcançada abre caminhos para outros propósitos.

Há muitas coisas empolgantes e desejáveis no mundo, mas uma só vida para experimentá-la. O que merece o investimento de minha vida? Servir ao Senhor com certeza! Perder (gastar) a vida em favor de Cristo e seu Reino é o propósito que vale a pena.

Gastar, onde? Ah, isso varia! Cada um tem um chamado específico. Se você consultar o Senhor, em oração e buscar com perseverança, encontrará o que Ele espera de você. Aplique o seu coração e o seu tempo em uma direção específica – seja um homem de um só propósito diante de Deus, firme metas claras, fixando com inteligência as suas prioridades, e a própria vida o levará a sério. Cada meta consumada nos prepara para novas metas e é assim que nos tornaremos uma pessoa de sucesso diante de Deus e dos homens.

“Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” (Jo 7. 6).

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Breves Reflexões 029/100

29- Cheios do Espírito Santo. (BR 453)

“E não embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo,..” (Efésios 5.18).

Quem é o Espírito Santo?

Numa resposta simples podemos afirmar que o Espírito Santo é Deus, assim como o Pai, o Criador é Deus e também, Jesus, o Filho é Deus. O nosso Deus é trino e triúno, isto é, três essências numa só pessoa. Por isso o ingresso das pessoas na família de Deus se dá pelo batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto é, em nome de Deus.

Podemos afirmar que Deus pelo Espírito Santo é o detentor do segredo da vida e ao mesmo tempo é também o preservador e o renovador da mesma, tanto na dimensão física como espiritual. Ele possui o controle total das funções glandulares e a aplicação de todos os hormônios que definem as espécies de vidas existentes em nosso planeta e ainda vidas de outras dimensões que não temos acesso até os nossos dias.

Gen 1.1 e 2 – No Princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. – Jo 1.1-4 – No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.

A expressão “Verbo” vem do grego do termo “logos”. De uma forma indefinida, “logos” indica a Divindade – Deus e de um modo mais específico indica uma força abstrata que gera a ordem no caos. – Comparando as afirmações de Gênesis e de João entendemos que a parte de Deus que harmonizava o abismo, isto é, o caos – o vazio era o Espírito de Deus ou o Espírito Santo que já atuava para gerar a vida em nosso planeta – na terra.

Por isso Jesus compara a conversão com um novo nascimento – uma nova vida que o Espírito Santo concede ao convertido e aí ele enfatiza o mistério da vida no Espírito Santo, comparando ao vento que sopra onde quer: ouvimos o seu som, mas não sabemos de onde vem e nem para onde vai e afirma: assim é todo o que é nascido do Espírito. (Jo 3.5-8).

O Espírito Santo é frequentemente simbolizado pelo sinal de uma pomba branca, baseado no relato do Espírito Santo a descer sobre Jesus Cristo, após este ter sido batizado no rio Jordão, embora o texto bíblico não diga que foi em forma de pomba, e sim como uma pomba.

Atos descreve o Espírito Santo ao descer sobre os Apóstolos durante o Pentecostes na forma de um vento e línguas de fogo, que repousavam sobre a cabeça de cada um deles. Baseado nesta imagem, o Espírito Santo é frequentemente simbolizado por uma chama.

Plenitude do Espírito Santo.

Um versículo chave que discute a plenitude do Espírito Santo neste tempo é João 14:16, em que Jesus prometeu que o Espírito habitaria os crentes em caráter permanente. É importante distinguir entre ter dentro de si o Espírito com estar cheio do Espírito.

Ter permanentemente o Espírito habitando dentro de si não é para alguns poucos crentes, mas para todos. Há muitas referências nas escrituras que embasam esta conclusão.

A primeira é que o Espírito Santo é um dom dado a todos os crentes em Jesus, sem exceção e nenhuma condição é imposta a isto, a não ser a fé em Cristo (João 7:37-39).

A segunda é que o Espírito Santo é dado no momento da salvação. Efésios 1:13 indica que o Espírito Santo é dado no momento da salvação. Gálatas 3:2 também enfatiza esta mesma verdade, dizendo que o selo e o ato de receber o Espírito aconteceram no momento em que se creu.

Terceiro, o Espírito Santo habita em cada crente permanentemente. O Espírito Santo é dado aos crentes como garantia ou validação de sua futura glorificação em Cristo (II Coríntios 1:22; Efésios 4:30). E não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? (I Corintios 3.16).



Isto é diferente de estarmos cheios do Espírito encontrado em Efésios 5:18. Devemos ceder ao Espírito Santo de tal maneira que Ele possa nos possuir totalmente, e neste sentido, ficarmos plenos. Romanos 8:9 e Efésios 1:13-14 afirmam que Ele habita dentro de cada crente, mas que pode se entristecer (Efésios 4:30), e sua atividade dentro de nós pode se extinguir (I Tessalonicenses 5:19).

Quando permitimos que isto aconteça, não experimentamos a plenitude da operação e poder do Espírito Santo, dentro e através de nós. Para estarmos plenos do Espírito, Ele deve ter liberdade para ocupar cada parte de nossas vidas, nos guiando e controlando todo o nosso viver. Seu poder, então, pode ser exercitado através de nós a fim de que o que façamos produza frutos para Deus.

Estar cheio do Espírito não se aplica somente a atos externos; também se aplica aos pensamentos mais secretos e motivações para nossos atos. Salmos 19:14 diz: “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!”. O Espírito Santo sabe como agir em nossas emoções e nos levar ao desenvolvimento da fé até alcançarmos o padrão ideal que nos fará, de fato, a imagem e semelhança do Criador.

A plenitude do Espírito Santo determina a concessão de dons especiais que coloca o crente a serviço do Reino de Deus de tal forma que ele se torna um elemento transformador da sociedade, da nação e do mundo, gerando santidade em todos os espaços que ele ocupar.


Conclusão.

É o Espírito Santo que nos dá a consciência de que somos filhos de Deus. (Rm 8.16)

Este é o maior privilégio que podemos alcançar nesta vida: o de pertencermos à família de Jesus. A Bíblia diz que Jesus e as pessoas que ele santificou pertencem todos à mesma família. Por isso Ele não se envergo­nha de nos chamar de irmãos e irmãs. Dei­xe essa verdade maravilhosa penetrar em você. Você é parte da família de Deus, e, por Jesus tê-lo feito santo, Deus tem orgulho de você! As palavras de Jesus são inequívo­cas: E, [Jesus] estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui es­tão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Ser incluído na família de Deus é a maior honra e o maior privilégio que se pode receber. Não há nada que se compare. Sempre que você se sentir insignificante, desprezado ou inseguro, lembre-se daquele a quem você pertence.

“Este é o maior privilégio que podemos alcançar nesta vida: pertencermos à família de Jesus.”

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Breves Reflexões 028/100

28- A VAQUINHA. (BR 432)

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12. 2).

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita…

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas… então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou:

- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho; como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc.…; para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.

Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos. Um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, “apertou” o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

- Continuam morando aqui.

Espantado, ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):

- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida???

E o senhor entusiasmado, respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora

Muitos de nós tem uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e nos impõe uma convivência rotineira, impedindo-nos de renovações e novos voos. São coisas que nos levam a acomodação e a temer o novo. Por isso Paulo nos adverte no sentido de não nos conformar com este mundo, mas transformar o nosso viver, pois só assim poderemos descobrir e experimentar a verdadeira vontade de Deus para a nossa vida.

Descubra a sua vaquinha e aproveite esse momento para empurrá-la morro abaixo.

“Não ames o sono, para que não te empobreças; abre os teus olhos e te fartarás de pão.” (Provérbio 20. 13).

Que hoje seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Natal em Família

Natal em Família.


Nesta quinta feira, deixamos de dar sequência às nossas “Breves Reflexões” para postar um texto sobre a comemoração do Natal em família.

Assumindo a nossa posição de sacerdote da família, conduzimos um momento de reflexão.

A partir da expressão de Mateus: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim:” (Mateus 1-18a); contamos para as crianças, principalmente, a maneira como os evangelistas registram o nascimento de Jesus.

Em seguida relatamos alguns fatos históricos sobre a evolução dos rituais de comemoração do nascimento de Jesus, incluindo a questão da discussão das datas até a fixação da atual data de 25 de dezembro, em 336 D C pelo Papa Julio I. Também demos breves notícias sobre o sentido da simbologia usada para ilustrar os registros evangélicos bem como a evolução do sentido da mensagem natalina através dos séculos.

Destacamos que para os cristãos do século II, as comemorações natalinas tinham como principal objetivo, manifestar o descontentamento com a situação do mundo atual. A temática era, principalmente: “Não vos conformeis com este mundo”. Deixamos claro que ainda hoje o mundo não é o mundo desejado por Deus e muito menos o anunciado por Jesus: “Um Reino onde há de imperar a justiça, a paz, a alegria e o amor”. Enquanto houver injustiçados (excluídos), violências e todos os tipos de abuso para com a obra de Deus, os cristãos não poderão silenciar, pois se eles calarem as pedras clamarão.

Lamentamos que os cristãos atuais vêm perdendo esta perspectiva e têm contribuído para que o Natal se torne cada vez mais, apenas um motivo de consumo, substituindo Jesus Cristo, pelo Papai Noel e a temática renovadora do cristianismo por um mero desejo de felicidade e solidariedade que não passa de falácia sem consequência.

Precisamos rever o sentido da mensagem natalina e principalmente de seus símbolos a fim de resgatar a verdadeira mensagem que eles representam. Por exemplo: o Papai Noel precisa voltar para sua missão, ou seja, a de motivar as crianças para ouvir as histórias evangélicas do Natal (função de pedagogo) e não a de estimular o consumismo que na realidade é a negação da mensagem original do Natal.

Após a reflexão, a palavra foi liberada a todos, o filho mais velho orou e a família trocou presentes, abraços e gestos de amor cumprimentando uns aos outros desejando que Cristo se torne cada dia mais presente em nossas vidas, seguindo-se uma farta ceia e alegrias que entraram pela madrugada.

Rogamos a Deus que não permita que esta oportunidade tão rica da comemoração do nascimento de Jesus, seja esquecida ou distorcida diante de tantas críticas e falta de conhecimento do seu verdadeiro sentido, considerada ainda hoje como: “ Data Magna do Cristianismo”.

"Que Jesus Cristo encontre hospedagem em nossos corações e possa nascer em nossas vidas neste natal.”
Assim Deus nos ajude.


Evangelista Alfredo Vieira de Souza (Juiz de Fora, 25 de dezembro de 2010- Sábado).

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Breves Reflexões 027/100

27- Aprendendo com o Urubu. (BR 322).

Quando criança, morava no campo e gostava de observar a natureza. Desde cedo, minha mãe me incentivou a plantar e colher alimentos e também flores. Eu admirava os pássaros soltos na natureza, cantando pela manhã, fazendo seus ninhos e criando seus filhotes. O meu pai gostava de aprisioná-los em gaiolas o que me aborrecia muito, pois o canto de um pássaro preso é sempre diferente de um pássaro solto. Muitas vezes, soltei os canários do meu pai sem que ele soubesse. O interessante é que um dos meus cinco* filhos também herdou este gosto e por diversas vezes eu repeti este gesto sem que ele soubesse. Mas havia um pássaro que eu nunca conseguia vê-lo de perto, muito menos conseguia ver seus ninhos e nem os de seu filhotes. Aquele pássaro era grande, arisco e só aparecia quando algum animal estava morto e entrava em decomposição. Um dia minha mãe me disse que aquele pássaro era o urubu, um pássaro feio e agoureiro.

A partir dali, comecei a observar este pássaro tão mal visto pelas pessoas. Com o tempo, passei a gostar dele e notei que afinal de contas ele não era tão feio assim. Ele era até simpático apesar do péssimo costume de comer carniça, o que dificultava apreciá-lo mais de perto. Certa vez, perguntei para o capataz da fazenda qual a sua opinião sobre o urubu. Então ele me disse que ele prestava um bom serviço, pois ele cuidava do campo, consumindo os animais mortos em decomposição e sinalizando muitas vezes os locais onde estes animais se encontravam.

Curioso, fiz-lhe diversas perguntas e ele me deu uma verdadeira aula ensinando-me tudo o que ele sabia deste pássaro. Tratava-se de um pássaro muito importante na preservação da natureza e até ensinava algumas lições muito interessantes. Por exemplo, levantava cedo e já saia para correr os campos à procura de alimento, tinha uma capacidade impressionante de observação. Mesmo voando muito alto, ele localizava os animais mortos entrando em decomposição. Ele era organizado e solidário. O espião, ao descobrir um animal deitado no campo, ia baixando o seu voo lentamente até chegar bem próximo. Pousava em alguma árvore ou então em uma cerca e ficava aguardando para verificar se o animal se movia. Depois de algum tempo, se o animal não se movesse, ele se aproximava e pousava próximo do animal e circulava algumas vezes em torno e finalmente subia sobre o corpo e só então bicava-lhe, de preferência, os olhos e se nada acontecia, então ele voava e ia comunicar aos companheiros. Mais tarde, voltava acompanhado do bando para consumir aquele corpo. O mais interessante era o ritual que eles realizavam em torno da carniça. Segundo ele, parecia que só depois do mais velho rasgar o couro (abrir o corpo) do animal é que os outros avançavam para se servir. Era o respeito pelo mais velho. Falou também da lenda do Urubu Rei, que ele nunca havia visto, mais que um amigo seu afirmava que ele existia e que ficava nos lugares mais altos e era protegido pelo bando.

O tempo passou e eu acabei me interessando pelos urubus e aprendi então que existem diversas espécies deles. Em Itajubá, um amigo e companheiro de caserna, veterinário por profissão, forneceu-me algumas informações muito importantes as quais registro à guiza de conhecimento sobre essa espécie.

“O mais famoso e mais conhecido entre nós é chamado “Urubu-de-cabeça-preta” da ordem “Cathartiformes”. O Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma ave Cathartiformes da família Cathartidae, pertencente ao grupo dos abutres do Novo Mundo. É uma das espécies do grupo mais frequentemente observada, devido ao fato de realizarem voos planados a grandes alturas, por serem consumidores de carcaças animais e por possuírem atividade durante todo o dia. O urubu-de-cabeça-preta como as outras espécies de urubus, possuem a cabeça depenada,sendo um pouco rugosa. Essa espécie possui uma boa visão e um olfato apurado, mas não tanto como seu parente mais próximo, o urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), que localiza a carcaça três vezes mais rápido que essa espécie. Isto se deve ao fato de que a parte do seu cérebro que se encarrega do instinto olfático é cerca de três vezes maior do que a dos urubus-de-cabeça-preta. Eles fazem seus ninhos em terrenos longe da presença humana, junto do solo e nunca são feitos a mais de 50 cm. Os ovos, de cor cinza ou verde-pálida, são incubados por ambos os genitores durante 32 a 40 dias. Os juvenis eclodem com plumagem branca e são alimentados por regurgitação. Com o passar dos dias, os juvenis ganham uma cor branco-rosada e penas um pouco azuladas. O primeiro voo ocorre por volta das 10 a 11 semanas e com cerca de 3 meses já têm a plumagem de adulto. O urubu-de-cabeça-preta alimenta-se de carniças e frutas em decomposição como a pupunha. Este modo de alimentação necrófago confere-lhes importância ecológica, pois ajudam a eliminar carcaças do ecossistema”.
A maior lição que eu aprendi com os urubus foi a da “Solidariedade”. Quando o espião descobre e confirma a existência de uma carcaça, ele sai e vai chamar os seus amigos para compartilhar daquele repasto. E eles vão chegando em grande número e há alimento e lugar para todos participarem do banquete.
Eu fico então pensando em como nós, os humanos, agimos. Se descobrimos algo precioso, logo queremos tomar posse, se for de grande valor, vamos providenciar uma proteção para que outros não tirem proveito daquilo. Somos possessivos e egoístas e a pretexto de garantir nossos direitos lançamos mãos de todos recursos. Fincamos a nossa bandeira, determinamos os nossos limites e nos armamos para expulsar qualquer invasor.
Então, aquele pássaro, que a primeira vista nos parecia tão estranho, guiado pelos seus instintos naturais nos dá uma linda lição de solidariedade.
Para mim, ser solidário é se ocupar dos outros e respeitá-los. É também ajudá-los como se eles fossem membros de nossa família. Amá-los e ajudá-los sempre, não só materialmente, mas às vezes ouvi-lo, abraçá-lo e dizer: pode contar comigo, eu estarei com você sempre que precisar de mim. Ser solidário é, sobretudo, compartilhar com amor e alegria sempre que possível e chorar junto quando a dor chegar. (P/AViS-Primavera de 1969). * Eram cinco filhos naquele tempo, hoje são sete. O interessante é que nenhum deles desenvolveu o hábito de aprisionar os pássaros.

Que hoje seja um dia especial em sua vida.
Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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