quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Breves Reflexões 071/100

71- O homem terreno e o Homem Espiritual (BR/1 103)

Leia Tiago 3.13-18: “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto: antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.”

O homem terreno ou o homem natural está sempre em busca das coisas de baixo, isto é, das coisas desse mundo. Disse Jesus: “o meu Reino não é deste mundo.” (João 18.36).

O homem espiritual busca as coisas lá do alto, para que o seu interior seja dignificado e possa viver segundo a sua consciência que se torna purificada pela a ação do Espírito Santo que tudo vê e em tudo penetra.

O Homem terreno está sempre em busca de uma religião que seja perfeita segundo o seu entendimento.

O homem espiritual sabe que a grande oferta de religiões é consequência da falta da espiritualidade que afeta o homem através dos seus mais baixos instintos de vaidade, cobiça e competição.

O homem terreno busca uma religião que lhe sirva de freio, pois ele sabe que o seu homem espiritual está adormecido e carece de um meio repressivo para conter suas maldades e fraquezas.

O homem espiritual está desperto, todos os seus sentidos estão atentos e zelando para que o mal não tenha poder sobre o seu procedimento diante dos homens e diante de Deus.

O homem terreno busca resposta para seus problemas em princípios dogmáticos que lhe diga que é assim, mas que não exija que ele pense e descubra o porquê é assim.

O homem espiritual sente necessidade de conhecer a “Verdade que Liberta”: Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará. Palavras de Jesus Cristo”. Por isso ele é induzido a questionar tudo, para que o seu próprio raciocínio lhe conduza à razão e a verdade venha à tona límpida como a água saída da fonte.

O homem terreno se sente ameaçado e amedrontado diante do novo.

O Homem espiritual se sente desafiado e mantém a paz interior e a tranquilidade exterior.

O homem terreno se impressiona mais com a possibilidade de cometer pecado, com as penas eternas depois da morte e teme mais a satanás do que mesmo confia no poder de Deus. Para ele satanás é mais poderoso do que Deus o Criador.

O homem espiritual tem coragem de aprender com os seus erros. Confia no perdão Divino e sabe que o Criador não é Deus que se deixa enganar pelas aparências, mas ele conhece o coração e atende a um espírito contrito que com sinceridade O busca.

O homem terreno quer inventar o seu próprio deus, um deus às vezes demasiadamente perfeito para justificar a sua própria pequenez e às vezes um deus tão frágil para se igualar com ele ou ser-lhe superior em função de seu orgulho e da sua vaidade.

O homem espiritual descobre a verdadeira natureza do Deus revelado à humanidade através das escrituras sagradas espalhadas entre os homens em muitas formas e expressões, visando sempre a elevar o homem e a humanidade a uma vida superior de harmonia, paz e felicidade, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza criada por Ele.

O homem terreno está sempre preocupado com as regras, a ética e a moral.

O homem espiritual não está preocupado com essas coisas. Elas estão escritas no seu coração e cumpri-las é sempre motivo de alegria e realização espiritual, uma vez que ele entende que não existe outro caminho. A sua espiritualidade gera a sabedoria que vem do alto que é sempre pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ele sabe que é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.”

O homem terreno se alimenta, se corrige e procura o melhor caminho movido pelos medos.

O homem espiritual se alimenta e se corrige pela confiança em seu Deus, na Fé que lhe move e na Esperança que o sustenta

O homem terreno está sempre preocupado com o “Ter”.

O homem espiritual está mais preocupado com o “Ser”.

O homem terreno está mais preocupado com o que virá depois da morte.

O homem espiritual está em contato constante com o seu criador que se manifesta tanto no seu interior como no exterior, sentindo-se desde já parte da eternidade, lembrando-se sempre que o verdadeiro bem toma forma aqui e agora no relacionamento que mantém com o seu próximo, com a natureza e com ele mesmo.

O homem terreno se sente obrigado a oferecer ao seu criador, dízimos, ofertas e sacrifícios como se com eles pudesse compensar seus pecados.

O homem espiritual é movido a doar voluntariamente e com alegria o melhor de sua vida ao Deus do seu coração.

Enfim!

O homem terreno é aquele que não é capaz de ver além daquilo que ele pode tocar, apalpar e sentir com os seus sentidos naturais. Não pode perceber os valores verdadeiros que ficam além do véu que cobre o sagrado que põe a alma em contato com o mundo espiritual. Vive apenas a metade da vida por mais virtuoso que seja, porque não conhece os caminhos da Fé, da Esperança e da Caridade, em que os valores naturais são invertidos. Pois por estes caminhos, os últimos serão os primeiros, aquele que dá é o que verdadeiramente recebe, aquele que dá tudo por menor que seja a oferta é o que dá mais em detrimento daquele que dá muito do muito que tem, aquele que sendo o Senhor é justamente o que serve...

O homem espiritual é capaz de discernir tudo, porém ninguém o discerne, porque o que é espiritual só pode ser discernido espiritualmente. Ele sabe que o paraíso é aqui e agora, por isso é capaz de encontrá-lo dentro de si, mesmo que esteja recolhido a uma masmorra. A sua liberdade e a sua felicidade não pertencem a ninguém, é dele, exclusivamente dele e ele as leva por onde andar. Para ele a natureza é a principal mensageira do seu Deus, por isso tem prazer em ouvi-la e se sente responsável em conservá-la. Todos são seus amigos e irmãos, não só os homens e mulheres, mas também os rios, os mares, as estrelas e os animais domésticos e selvagens. A todos ele serve com alegria e dedicação, a fim de transformar o nosso minúsculo planeta num lindo jardim segundo a vontade do Deus de seu Coração.

Finalmente, não pense que eu já tenha alcançado este alto padrão de espiritualidade, sou apenas um buscador que acredita fielmente na possibilidade de alcançar a cada dia um nível melhor. Jesus afirmou que aquele que busca acha, e eu acredito nisso. O meu desafio para você é que faça o mesmo: seja um eterno buscador das coisas do alto. Os caminhos que eu sigo e recomendo são os seguintes:

a) Atos de piedade: oração, jejum, esmola (estes recomendados por Jesus) e outros recomendados pelos apóstolos e místicos tais como leituras inspiradoras, concentração, meditação e contemplação;

b) Atos de misericórdia: fazer o bem ao próximo sem nenhum interesse, colocar-se disponível para serviços humanitários ou comunitários de forma voluntária e graciosamente, buscar por todos os meios possível o progresso das pessoas que o rodeiam, fazendo a elas exatamente aquilo que você deseja que elas te façam.

c) A estes dois atos adicione também uma boa alimentação, exercícios aeróbicos orientados por profissionais da saúde, e evite qualquer vício principalmente drogas (legais ou ilegais) e finalmente cultive boas amizades.

d) Faça destes caminhos um estilo de vida e certamente terás como retorno um sensível progresso em sua vida espiritual e terrena. Lembre-se, nosso espírito, nossa alma e nosso corpo são dádivas de Deus e como tais devem ser cultivados em busca da semelhança com o seu Criador (P/AViS- Primavera de 2011).

“O homem terreno se sente como um ser natural em busca de uma experiência espiritual: o homem espiritual sabe que ele é um ser divino que passa temporariamente por uma experiência terrena”. (P/AViS-03/12/1986)

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

Conheça o meu blog: alfredopam.blogspot.com - o seu comentário é muito importante. Tenho blogs também no “brasilmetodista”, na UBE- União dos Blogstas Evangélicos e no WWW. Sônico- Comunidade: “Somos Metodistas”.

Veja também meu SIT em fase de reformulação: www.alfredopam.adm.br

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Breves Reflexões 070/100

70- O Marceneiro e as Ferramentas. (BR 63)

Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas boas obras. (Tg 3.13)

Contam que, em uma marcenaria houve uma estranha assembléia. Foi uma reunião onde as ferramentas se juntaram para acertar as diferenças. O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes exigiram que ele renunciasse. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo dando golpes. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir algo e nunca saia do lugar. Diante da ofensa, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa, pois ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos e tirando casquinha de todo mundo. A Lixa acatou, com a condição de que se expulsasse também o metro, que estava sempre medindo os outros segundo a sua medida, com o se fosse o único dono da verdade.

Nesse momento, entrou o marceneiro, juntou todas as ferramentas e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro, o parafuso... E da rústica madeira ele fabricou um lindo e útil móvel.

Quando o marceneiro foi embora para casa, as ferramentas reuniram-se novamente e voltaram à discussão. Mas o serrote adiantou-se e disse: - Senhores, hoje ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos... Portanto, em vez de pensar em nossas fraquezas, devemos nos concentrar em nossos pontos positivos!

Então, a assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas, o metro era preciso e exato. Todos se sentiram como uma equipe, capaz de produzir com qualidade... E uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalharem juntos. (P/AViS – madrugada de 23 de setembro de 1963- em São Paulo - Belenzinho).

Aplicação:

Nestes tempos de tanta violência, insegurança e confusão precisamos aprender com Cristo as artes da paz profunda, da harmonia, da tolerância e do amor.

É através de nossas diferenças que formaremos a orquestra, que sob a regência majestosa do Filho de Deus haverá de tocar as mais doces melodias na Nova Jerusalém (Ap 21), onde não haverá lágrimas, nem morte, nem luto, nem pranto e nem dor. A lei será a paz, a justiça e a alegria.

Com esta mensagem, saúdo os amigos e aqueles que de alguma forma se irmanam na busca do verdadeiro AMOR que vem daquele que é a fonte de toda a sabedoria.

Cooperação, tolerância mútua e unidade em amor e ação, sejam nossos ideais hoje e sempre. (P/AViS – janeiro de 2010).

Que hoje seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Breves Reflexões 069/100

69- Você Faz o que Quer? (BR 96)

“Se você me chamar eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece.” ( Jr 33.3).

Todos diriam que sim. Cada um faz o que quer. Na prática, porém, não é assim. Como homens, somente somos plenamente satisfeitos quando estamos em comunhão com o nosso Criador. Desejamos isso mais que tudo. Na Bíblia, está escrito: “Como cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!”.

É indescritível o gozo e satisfação existentes na presença de Deus. Só provando; só testemunhando as “coisas grandes e ocultas” que Deus tem para nós! Mas por que nem todos alcançam isso? O apóstolo Paulo descreve claramente o porquê: “A carne cobiça contra a alma, e a alma contra a carne, e estes se opõem um ao outro para que não façais o que quereis”.

O querer está em nós, o desejo e a vontade de viver uma vida em paz e cheia de alegria também, mas há uma guerra para que esse corpo e essa alma tão carentes de Deus sejam subjugados pela vontade de satanás, cujo desejo está na impureza, no pecado e em todos os tipos de males. Isso nos impede de alcançar o contato com Deus, de onde vêm as delícias descritas na Palavra, proporcionando uma vida de gozo, paz e alegria.

Ninguém nasce querendo o mal, a guerra, o homicídio, mas eles estão aí. Queremos abençoar as pessoas, amar todos, ajudar, compartilhar bênçãos, viver em gozo em casa e no trabalho, com parentes e vizinhos; coisas boas que só os filhos de Deus possuem. Contudo, alguém luta dentro de nós para que não façamos o que queremos. É nessa hora que precisamos de ajuda. Precisamos de Jesus, precisamos religar-nos a Deus através de um arrependimento sincero e de um coração quebrantado. Poderemos então viver aquilo que Deus planejou para nós desde a fundação do mundo.

É muito frustrante alguém não conseguir fazer o que quer, não é mesmo? Mas assim é a vida de todos, inclusive dos convertidos, pois a conversão não impede as tentações e as vezes favorece provações que também nos impõem situações inesperadas e indesejadas.

“E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre.” (1 Jo 2.17).(P/AViS/-Primavera 1983).

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Breves Reflexões 068/100

68- Luz - (BR 66)

“O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor me livra de todo o perigo; não ficarei com medo de ninguém.” (Sl 27.1).

Cada pessoa, em algum momento da vida, já experimentou um período de escuridão; seja a ausência de luz elétrica ou mesmo um conflito interior que resultou em trevas emocionais.

Estar no escuro implica uma série de riscos, inclusive ausência de visão clara para seguir o caminho. Pode-se constatar que a escuridão, ou as trevas, nunca foi o ideal para o homem. Deus bem sabe disso e importa-se com cada detalhe da vida. Ele providenciou o sol, para iluminar o dia do homem, e também a lua e estrelas para que o caminhar à noite fosse seguro. Mesmo assim, esses luminares são insuficientes, apesar da sua grandeza, para trazer luz ao coração e à mente.

Deus também compreende o quanto necessitamos de luz para estarmos fora das trevas que porventura nos assaltem e suas terríveis consequências. Quando o coração e a mente do homem estão nas trevas, este fica incapacitado de enxergar e buscar como viver e ser feliz verdadeiramente.

Então Deus enviou Jesus e, por meio dele, colocou ao alcance de todas as pessoas andarem na luz que ilumina o interior e se reflete no exterior. Deus presenteia o mundo com a verdadeira luz para corações e mentes cansados de tentar encontrar a felicidade, paz e força para viver.

Com Jesus, somos iluminados com sua vida e sua sabedoria, para que tenhamos a segurança no caminhar e a certeza de que seu brilho não se esgota seja qual for a circunstância. Ele ilumina a vida, o andar e leva a encontrar salvação e vitória para hoje e sempre.

Não precisa tentar se acostumar à escuridão! Você foi feito para andar na luz! Convide o Senhor Jesus para entrar em sua vida; dê a Ele o seu coração, e a luz de Deus brotará em você, expulsando as trevas para longe de sua vida.

“A estrada em que caminham as pessoas direitas é como a luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro.” (Pv 4.18). (P/AViS- Primavera de 1998)

Que este seja um dia especial em sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Breves Reflexões 067/100

67- Batalha Espiritual (3/3) (BR 45)

. O apóstolo Paulo declara ter tido acesso até ao terceiro céu (IICo l2. l-4), sendo arrebatado ao paraíso onde ouviu palavras inefáveis, que não podem ser pronunciadas pelas palavras dos homens, isto é palavras dos anjos ou espirituais. A referência a terceiro céu, na linguagem popular da época, pode ser entendida apenas como o paraíso. O primeiro céu seria a atmosfera, onde voam os pássaros e ficam as nuvens, o segundo céu o firmamento onde vemos as estrelas e o terceiro céu propriamente dito, o lugar da habitação de Deus.

O que fica claro na Bíblia é que existe uma região chamada céu, no entanto a noção de lugar é muito relativa e parece que os nossos conceitos de tempo e espaço não correspondem as realidades celestes e nem espirituais. (II Re 6.l5-23; MT l7.l-8: Jo 3.12; l6. 10: Ef 1. 3; AP 21. 22-27).

A Bíblia se refere também à glória e queda de satanás, bem como a existência de impérios e potestades onde forças espirituais travam batalhas, é a luta entre o bem e o mau, a luz e as trevas, anjos bons e anjos maus. (Is 14. 12; Jo 16. 11: Ez 28.12-16; I Co l5.24-28). A Bíblia dá um destaque muito forte ao confronto que existe entre os anjos do Altíssimo e os de Lúcifer, nem o próprio Jesus se livrou deste confronto. (Dn 10. 12-14; MT 4; Ef 2. 2; 6.l2 ; Hb 2. l4).

É importante destacar aqui que a batalha espiritual se trava principalmente dentro de nós, onde estão situadas as principais regiões desta batalha (Rm 3. 9-20). Por isto Paulo afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei e nem pelas boas obras que possamos praticar. Somos dependentes da Graça de Deus, tal é a nossa fragilidade.

Carregamos três importantes regiões que podemos chamar também de dimensões, são elas o corpo, a alma e o espírito. Satanás tem grande poder sobre o nosso corpo e a nossa alma. Nessas regiões ele é sempre vencedor; só pela fé na Graça Protetora do Altíssimo e pela proteção da armadura de Deus (Ef 6. 10-18) é que poderemos enfrentar e sermos vitoriosos nesta batalha. Jesus nos alertou a este respeito: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação: na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26. 41).

No corpo, que denominamos aqui de primeira região, estão os cinco sentidos, uma das grandes maravilhas criadas pelo Deus Altíssimo, mas que facilmente podem nos enganar. Na alma produzem-se as aspirações da vida, que estão sujeitas principalmente às nossas heranças, isto é lembranças dos antepassados, aos fatos que nos rodeiam e às informações que os nossos sentidos fornecem. O espírito veio de Deus e a Ele retornará (Ec 12. 7), ele aspira à comunhão com o Criador. É ele que permite que nos tornemos verdadeiros adoradores e alcancemos a consciência de que somos filhos de Deus. (Rm 8. 15-17).

A crença nas regiões celestes serve para reforçar a nossa crença na existência do Deus Altíssimo, o Criador do céu, do universo, da terra e de tudo que nela existe. (Primavera/1963).

Que hoje seja um dia especial em sua vida.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Breves Reflexões 066/100

66- Batalha Espiritual (2/3) (BR 44)

Quando falamos de batalha logo pensamos em dois poderes. Esta é realmente a situação apresentada na Bíblia Sagrada, quando ela trata da batalha entre o bem e o mal. São dois poderes que se opõem em regiões distintas com reflexo imediato na nossa realidade. Em todas as culturas e religiões encontramos vestígios desta dicotomia. O assunto é sempre tratado numa linguagem simbólica e cheia de mistérios. Os termos mais usados são o bem e o mal, trevas e luzes, caminhos do bem e caminhos do mal, caminho espaçoso e caminho estreito. Estes termos traduzem, em última instância, o sentido do certo e do errado, da verdade e da mentira e são traduzidos nos relacionamentos humanos determinando uma ética e fixando os princípios morais e os costumes de um grupo ou de um povo. Nas religiões estas idéias têm como conseqüência a criação de deuses e lugares próprios de adoração aqui na terra e regiões de premiação e punição após a morte.

Na antiga Babilônia encontramos Alá, o Deus criado pelos homens e o Deus Altíssimo que desde a eternidade vinha se revelando ao homem para ajudá-lo na luta contra o tentador. Mais tarde o Deus Altíssimo vai ser designado como o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacob e de David. No desenvolvimento do judaísmo Ele acaba recebendo alguns nomes que designam o seu poder ou os seus feitos, porém o seu nome continua sendo inefável e misterioso.

A bíblia faz referência e até mesmo dá nomes a algumas regiões que podemos chamar de regiões celestiais. O assunto oferece a oportunidade também para muitas especulações e corremos o risco de ficarmos fazendo turismo bíblico e não produzirmos aquilo que é o mais importante numa pesquisa bíblica, a edificação da alma e o conhecimento do verdadeiro plano de salvação que Deus traçou para a humanidade no uso de sua soberania absoluta.

Em conseqüência da queda no Édem, os filhos de Adão e posteriormente os descendentes de Abraão vão se dividindo até serem dominados pelas outras nações.

No tempo de Jesus existiam dois templos e diversas facções que lutavam entre si, facilitando o domínio romano. O mesmo acontece com o cristianismo: no princípio estava tudo concentrado na pessoa e na obra de Jesus, depois vieram os grupos de Paulo, Pedro, Apolo e muitos outros até que a unidade da Igreja é quebrada, favorecendo a reforma de Lutero entre outras.

Hoje somos uma colcha de retalhos, todos querendo adorar a Jesus, porém cada um apegado à imagem que fazem Dele e adorando muitos deuses e princípios. A Igreja corre o risco, de assim como o povo de Israel, perder a sua unção e assistir às pedras pregando as verdades do Deus Altíssimo, pois Ele pela sua Graciosidade e amor não desistirá de salvar a sua obra, cuja vitória final está garantida pelo sangue remidor de Jesus Cristo.

O Homem natural acha que é possível unir os homens através de seus próprios recursos, tais como prosperidade, educação, ética, mas não é possível, justamente pela realidade da batalha que constantemente é travada nas regiões celestiais. (Primavera/1963).

Que este seja um dia especial em sua vida.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Breves Reflexões 065/100

65- Batalha Espiritual (1/3) (BR 43)

Recentemente escrevemos sobre a Nova Imagem. Falamos de como tudo está se renovando em nosso planeta. Afirmamos que se a religião deseja permanecer e estar presente no terceiro milênio ela precisa se renovar e apresentar ao mundo uma nova imagem de Deus. O Cristo crucificado, com semblante de derrotado precisa ser substituído com urgência por um Cristo vitorioso.

Dentro de poucos anos a imagem será a maior força de comunicação entre os homens. Com a chegada da televisão que reproduz imagens, o rádio e todo o sistema de comunicação pela palavra ficará em segundo plano. As pregações ou sermões baseados em palavras emocionais perderão o seu sentido, os argumentos tomarão cada vez mais a forma metodológica e didática. As formas de ensinar estão sofrendo uma rápida transformação e a retórica vai cedendo lugar aos discursos baseados na lógica e na razão. É para este novo mundo que pretendemos dirigir esta mensagem. Com certeza nos dias de hoje (década de sessenta) ela tem pouco sentido, mas daqui a uns quarenta ou cinqüenta anos o mundo estará pronto para entendê-la. A humanidade assistirá o surgimento de uma Nova Era.

A batalha espiritual sempre foi a origem das coisas objetivas e reais em nosso planeta. Assim como as coisas são em cima também são em baixo. Todo bem e todo mal parte do mundo imaginário onde Lúcifer e seus anjos travam constante batalha com os mensageiros do Deus Altíssimo. Quando Abrão sai de sua terra por ordem do Deus Criador, um Deus cujo nome era impronunciável, inefável e que se opunha aos diversos deuses da babilônia, ele chega a Salém e encontra-se com Melquisedeque, o Sacerdote do Deus Altíssimo, e oferece dízimos e adoração. A saída de Abrão, sem dúvida é conseqüência da batalha que se travava no mundo espiritual desde a eternidade.

A queda de Adão representa o fracasso de Deus e de sua criação mais sublime, o homem feito à sua semelhança. A serpente, reconhecida como diabo e satanás (Ap 12.9; 20.2), que segundo a Bíblia, enganou Eva (II Co 11.3; Gn 3) é conseqüência da luta, que nas regiões dos ares se travava entre as forças do bem e do mal. Esta batalha não cessou, porém Deus assumindo a sua responsabilidade traçou de imediato o seu plano salvífico, colocando nas mãos do homem a grande decisão que definiria a partir daquele momento o seu próprio destino. Assim como Ele fez toda sua obra com perfeição, também deu resposta imediata à ação de satanás, oferecendo ao homem todos os recursos necessários para enfrentar as ciladas do tentador e de seus anjos. (Primavera/1963).

Que este seja um dia especial em sua vida.

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