segunda-feira, 28 de junho de 2010

Breves Reflexões 002/100

02- O CAMINHO BIOLÓGICO

Para que você chegasse aqui, além de todos os cuidados que falamos na mensagem anterior, foi necessário também muito amor a fim de que sua vida se revelasse e você adquirisse o direito pleno de viver.

O salmista afirma que você foi objeto do amor de Deus desde o ventre de sua mãe (Sl 22.9 e l0). Isaias disse que foi chamado desde o ventre de sua mãe, onde o Senhor o formou e expressa sua confiança no Senhor que o ajudará para sempre. (Is 44.2; 49.1).

O início de tudo foi o amor que uniu seus pais, permitindo sua fecundação. A partir daí fenômenos maravilhosos ocorreram, com já vimos, até que você viesse à luz. Após a fecundação, você foi acolhido pelo útero de sua mãe e dentro de cinco ou seis dias, pelo processo de nidação você já estava, confortavelmente, instalado com todo conforto e garantia de assistência total. De forma sublime e graciosa, era o início da graça de Deus operando a seu favor.

Mais uma semana e os seus órgãos começaram a ser definidos e o seu sistema nervoso começou a se manifestar. É algo maravilhoso que desafia a ciência, os filósofos, religiosos e poetas, a inteligência que conduz este processo.

Em mais ou menos dezesseis semanas os seus órgãos já estavam definidos e você se transformou em feto e já gozava da proteção da lei dos homens, que de um modo geral proíbe a sua retirado do útero (aborto provocado) e a própria natureza também te dá maior proteção tornando-se mais difícil a sua expulsão do útero (aborto natural). Você já aprendeu a se defender e batalhar pela sua sobrevivência, possui alma, isto é, capacidade de se movimentar. Isso é emocionante, um mistério Divino.

Com vinte e sete semanas você já é capaz de pronta reação diante de qualquer ameaça e pode ter algumas sensações e até reagir ao pensamento de sua mãe, possuindo inclusive a capacidade de sentir dor.

Daí em diante o processo se acelera e por volta de mais ou menos onze semanas você está pronto para vir ao mundo. É um momento de muita emoção. Pais, avós, tios e amigos ficaram ansiosos por sua chegada. Tudo isto ocorreu como resultado de muito amor e dedicação de muitas pessoas, algumas até mesmo totalmente desconhecidas tais como médicos, enfermeiras e outros. Você recebeu de presente a vida, você não pediu e nem te perguntaram se você queria nascer. Não te deram chance de opinar sobre os pais que você teria, nem o país que você nasceria, foi tudo decidido por um poder superior, que é soberano e não se submete. A este poder o homem primitivo chamava de Criador ou Deus Altíssimo. A sua chegada aqui foi apenas a manifestação da vida e do amor que são a essência do Altíssimo. Deus é AMOR. (I Jo 4.8b). Eu te convido para refletir em seguida sobre mais este mistério em Além do Biológico.

Que este seja um momento especial para a sua vida.

Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Breves Reflexões - 001/100

01- VENCEDOR NATO

Há algum tempo, em algum lugar, duas vidas se uniram diante de um altar com a bênção divina e numa relação íntima de amor entre elas. Milhões de espermatozóides na mais empolgante competição pela vida iniciaram uma corrida para vir a este mundo e você estava lá. Foi tudo tão perfeito que nenhum cientista, nem poeta ou filósofo puderam entender e descrever com exatidão aqueles quarenta minutos de sublime disputa. Mas o importante é que você venceu por isto já começou a vida como UM VENCEDOR.
Você não estava sozinho. Iam com você milhares de espermatozóides reunidos em verdadeiros batalhões para garantir o seu sucesso. O batalhão dos fecundadores. Os seus competidores iam devidamente equipados para a fecundação. Eram protegidos por uma armadura especial que foi deixada fora do óvulo, assim que houve a fecundação. Outro Batalhão, o dos protetores iam torcendo por vocês e oferecendo apoio e proteção a fim de que nada interferisse na competição e que tudo corresse dentro das normas não permitindo que houvesse qualquer prejuízo aos competidores. Finalmente seguia um outro batalhão, o dos bloqueadores, aguardando o final da competição, a fim de bloquear o óvulo e não permitir a entrada de qualquer intruso após a sua vitória.
Talvez neste momento você esteja atravessando um momento de crise e se sentindo um perdedor saiba, porém, que você pode não ter conquistado um primeiro lugar na faculdade, no colégio, num curso, pode não se sentir como o filho mais amado e mais querido. O seu valor pode não estar sendo reconhecido no trabalho, no meio dos amigos ou parentes; você pode estar se sentindo um derrotado na vida. Pode até mesmo ter acontecido um acidente e naqueles quarenta minutos de competição e você ter chegado a este mundo com alguma necessidade especial.
Mas lembre-se: de uma maneira ou de outra, na corrida pela vida você chegou na frente. Você chegou campeão! Lembre-se também que naquele momento Deus te ajudou e que ele continua pronto para te ajudar. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. (Hb 13.8).
Finalmente lembre-se de que Deus tem um propósito especial e maravilhoso para sua vida. Ele está te chamando e insiste: “Não temas porque Eu estou contigo, não te assombres, porque eu sou o teu Deus, Eu te esforço e te ajudo, Eu te sustento com a destra da minha justiça”. (Is 41.10). “Esforça-te, e tem bom ânimo”. (Josué l. 6).

Que este seja um dia especial para sua vida.
Seu irmão e servo Ev. Alfredo Vieira

terça-feira, 8 de junho de 2010

30- Conclusão Geral

Introdução.

“Você gostaria de considerar um desafio deste, estaria sujeito a considerar sua camisa envelhecida e pronto (a) para vestir novas indumentárias? Se estiver, então você é meu (minha) convidado (a) para compartilhar novos textos que estão por vir. (P/AViS-25/08/2009-3ª feira).”

Com este desafio demos início às nossas reflexões em agosto de 2009. Agora estamos chegando ao final. Muitas coisas foram escritas e consideradas, coisas que em alguns países eu não teria escrito e em outros tempos até mesmo aqui em nosso Brasil também eu não poderia escrever. Isto acontece por quê? Porque vivemos em um regime de liberdade de expressão do pensamento. Por isso temos que fazer justiça e dizer que devemos isto aos niilistas, sobre os quais fizemos diversas considerações nos primeiros textos. Pois foram eles que romperam as amarras que impediam o pronunciamento livre. Para isto muitos até deram suas vidas e este sacrifício não foi em vão. Estamos hoje colhendo os seus frutos, e podemos dar uma viva à liberdade que temos e que, infelizmente, nem todos a tem. Este foi o primeiro grito do homem ao adquirir consciência de sua existência. Todos os seres vivos carecem de liberdade para sobreviver e progredir, não pode haver verdadeiro progresso sem liberdade. Daí os quatro grandes princípios defendidos pelos pensadores desde a antiguidade: a liberdade; a verdade; a igualdade e a fraternidade. Assim para encerrarmos estas reflexões convidamos ao prezado leitor para refletir sobre os seguintes temas:

a) A Escravização do Homem.
b) O Mundo Atual.
c) Possibilidades para um Novo Mundo.
d) A Fórmula Trinitária Cristã.
e) Uma Batalha Espiritual.
f) A Vitória Final.

A Escravização do Homem

Existem muitos instrumentos de escravização do homem. Os principais são: o poder (a lei do mais forte); a idolatria (uma fé baseada em personalidades, objetos ou ideologias); a falta de conhecimento (a comercialização da educação); a religiosidade (uma religião que usa o nome de Deus para classificar as classes sociais ou se submete à vontade do mais forte) e muitas outras.
Antes de abordar o tema principal deste texto, queremos, desde logo, esclarecer que, a escravidão aqui tratada é um gênero de muitas espécies, não estando, portanto, restrita sob uma determinada forma, ou, atrelada a uma única ideia. Nossa intenção é expor o assunto, demonstrando que a “escravidão” permanece viva até nossos dias, mascara-se e toma novas formas, mas dentro da conjectura societária atual continua tão viva como nos tempos dos gregos e romanos.
Pois bem, numa visão muito mais ampla, a escravidão, hoje, se aproxima da ideia que embasa o conceito de “Castas”, na Índia. Onde, há sim uma distinção social entre os indivíduos, mas não, necessariamente, restrita à questão da raça, como ocorreu na época da colonização do Brasil, em que os negros foram escravizados, bem como os índios o foram durante certo tempo. Estes últimos, libertos tão-somente, por força da alta taxa de mortandade, o que encarecia o processo como um todo e, consequentemente, reduzia substancialmente o lucro.
Aqui cabe um parêntese para questionar esta forma diferenciada de escravidão, distante da velha ideia de aprisionamento ou confinamento. A escravidão que começamos a descrever é um critério impeditivo de expansão social, que tolhe oportunidades, que fada o indivíduo à detenção sem grades ou grilhões. E, talvez, esta obscuridade, torne esta escravidão ainda mais agressiva ou violenta, porque não aspira abolição.

Hoje, os escravos são extremamente baratos e abundantes, e assim descartáveis. Historicamente, o investimento de comprar um escravo incentivava ao “senhor” lhe fornecer um padrão do mínimo de cuidados, assegurando assim, um escravo saudável o suficiente para trabalhar e gerar lucro. Hoje o interesse não está em “possuir” escravos, somente em controlá-los, sendo interessante explorá-los pelo período em que eles próprios se mantiverem rentáveis. A maior desgraça que podia acontecer era o escravo ficar sem dono.
“Porque, antes, o escravo era um ‘bem’ caro e raro, e por isso mesmo merecedor de certos cuidados. Mas, nos tempos que correm, a própria lei da oferta e da procura se encarregou de baratear e de desvalorizar o “produto”. Com a explosão demográfica, o aumento da pobreza e da exclusão social geradas pelo sempre crescente alargamento do fosso que separa ricos e pobres, o torrencial fluxo de imigrantes que se sujeitam a tudo para tentarem encontrar na metade abastada do mundo um modo qualquer de subsistência, “matéria-prima” não falta. E se o escravo moderno enfraquece ou adoece, arranja-se outro. Que as prateleiras dos armazéns globais estão cheias de gente desesperada”.
De tal modo, percebemos que escravidão, sob qualquer foco, não é uma problemática atual, tampouco, inteiramente social; há sempre um estreitamento entre as questões sociais e as políticas e a convergência de ambas à cidadania.
Indaga-se, pois, no que consiste a escravidão vivida em nossos dias? Se tomarmos a palavra, afastada de todo e qualquer neologismo, encontramos uma semântica que aponta para: subjugo, servidão, sujeição e tirania. E, a partir daí, insurge-se uma nova perquirição: Somos todos inimputáveis a esta patologia sócio-cultural? De pronto, surge uma resposta, e, embora, imediata, nada leviana: Não!
Ora, se a realidade do mundo globalizado nos impõe uma universalidade de oportunidades, ao mesmo passo, impõe também, o ranço e o mofo da escravidão.
Concluímos convictos de que, a escravidão permanece intacta, e assim estará, enquanto o número de propriedades expressarem e representarem valores humanos; estará vigente, sempre e quando, o homem for impedido de ascender socialmente; enquanto for marcado como gado pelo estigma que o fada ser àquilo que foram seus antepassados; estará à vista e à mostra no poderio econômico-financeiro que suplanta talentos; far-se-á evidente na essência ainda faminta do homem que trabalha tão-somente pela troca injusta do alimento; mas, acima de tudo, lançará ao rol dos culpados aquele que, diante de melhor “sorte”, encilha seres de sua própria espécie, para um galope alucinante, pelos campos verdes: do poder, das posses e privilégios.




O Mundo Atual

O mundo nas últimas décadas passou por uma revolução tecnológica em diversas áreas com um desenvolvimento surpreendente. Porém, ultimamente observamos que há várias crises que tendem ao caos, sejam pelas guerras, atentados terroristas, crise política e social em vários países, violência nas grandes cidades, além das alterações climáticas na natureza.
Será que tudo isso surgiu do nada, ou há algo encoberto por trás de todas essas crises?
Ao fazermos uma análise da evolução pela qual o mundo passou pelos últimos 50 anos, ficaremos surpresos com o avanço científico e tecnológico em várias áreas, como na medicina, informática, nas inovações em aparelhos eletrodomésticos que facilitam a vida cotidiana. Não precisa ir muito longe, basta pensar na vida que seus avós ou bisavós viveram; não havia celular, somente os mais ricos e privilegiados na década de 50 possuíam uma televisão e tinham um telefone cujos serviços eram muito precários. Possuir um automóvel em 1950 era um privilégio de poucos ricos. Um acontecimento ocorrido em outro país era noticiado somente após alguns dias pela rádio ou pelos jornais.
Atualmente, vivemos num mundo globalizado, após várias mudanças políticas e econômicas terem ocorrido para que isso acontecesse, e hoje sabemos de coisas que acontecem em qualquer parte do globo terrestre em tempo quase real, através da internet. Porém, toda essa evolução não aconteceu no convívio social, pois vemos a falta de segurança, os assaltos e crimes aumentarem cada vez mais em nosso país. Muitos valores éticos se corromperam com o passar dos anos, havendo falta de respeito pelo próximo, os crimes tornam-se mais violentos a cada noticiário na televisão, o consumo de drogas levando os usuários até a matarem seus pais no afoito de conseguir dinheiro para comprar a droga.


Acabamos de ouvir a notícia de que em São Paulo dois assaltantes invadiram uma delegacia e assaltaram uma senhora, roubando-lhe a bolsa que continha treze mil e quinhentos reais retirados no banco poucos minutos antes. Isto dentro de uma delegacia na presença dos policiais que não souberam como agir naquele momento, pegos pela surpresa do fato. Os assaltantes fugiram e até agora não foram encontrados.
“A Polícia Civil de São Paulo divulgou na noite desta sexta-feira o retrato falado do suspeito de assaltar uma comerciante de 52 anos dentro de uma delegacia, na tarde de ontem, em Salto, a 105 km da capital paulista. A descrição do suspeito indica que ele teria aproximadamente 1,85 m de altura, 25 anos, pele branca, cabelos e olhos castanhos, e de porte físico forte.
A vítima havia acabado de sair de um banco, de onde sacou R$ 13,5 mil, e se dirigiu à Delegacia de Polícia para prestar queixa sobre a clonagem de seu celular. No local, ela foi surpreendida por dois homens que anunciaram o assalto. A comerciante entrou em luta corporal com os criminosos, mas não conseguiu evitar o roubo. Policiais que estavam na delegacia disseram que não interviram porque pensaram estar diante de uma briga de marido e mulher.” (Transcrito de “Terra Noticias” – Internet de l4/05/2010).
Se dentro de uma delegacia o cidadão não tem segurança, onde é que vamos nos sentir seguro.
Outros países mais ricos também não estão seguros, devido aos atentados terroristas, as ameaças da natureza como tsunamis, furacões, terremotos e o efeito do aquecimento global. O mundo não tem paz, devido ás constantes ameaças de um conflito maior no Oriente Médio que venha originar a 3ª guerra mundial. Mas por que a situação atingiu esse estágio? Será que nada foi feito para impedir esses conflitos sociais e os problemas mundiais? Ninguém consegue ter um controle político e da economia para chegar num consenso onde os povos se entendam e resolvam todos esses problemas?

Possibilidades para um Novo Mundo

Muitas pessoas imaginam uma conspiração mundial promovida por grupos poderosos para impor uma unificação política e religiosa no mundo. Nós acreditamos que existam grupos que preferem desestabilizar a ordem constituída para facultar-lhes a chegada ao poder de uma forma regionalizada. Outros acreditam na chegada do anticristo. Analisando a história nos convencemos de que a era do anticristo já passou, ela se deu entre os anos 500 a 1500 de nossa era. Numa visão religiosa e bíblica diríamos que a partir do século XVI iniciamos a fase da reconstrução do Tabernáculo, pois não haverá novo Templo sem que antes seja reconstruído o Tabernáculo (confere “Uma nova escatologia para o século XXI” – texto escrito pelo autor em 31 de dezembro do ano 2000, a ser divulgado oportunamente).
Na realidade a quase totalidade da população desconhece a origem desses problemas e o que está por trás desse cenário mundial e de quem realmente está governando o mundo. O que existe realmente é uma luta pelo poder, luta esta que teve início com Caim e Abel lá no Jardim do Éden. O destino do mundo continua e continuará nas mãos do seu Criador; o “Verdadeiro Deus” o “Eu Sou” revelado a Moisés, ou o “Deus Altíssimo” revelado a Melquisedeque. A Ele pertence todo o poder e toda a glória. O seu poder pleno e visível acontecerá com a segunda vinda de Jesus.
A iminência da segunda vinda de Jesus não pode ser motivo para a nossa omissão diante dos graves problemas do mundo. Ele partiu, prometendo voltar, mas nos deu uma missão muito séria para ser executada enquanto Ele não venha. Cabe a nós sermos o sal da terra, suas testemunhas, anunciar o Reino e preparar a humanidade para a sua volta. Isso requer ação inteligente e firme dentro dos princípios que Ele ensinou e praticou. Ele garantiu que não estamos sós nesta missão, através do Espírito Santo Ele se faz presente e nos lembra das coisas que foram ensinadas e não só isto, mas coloca na nossa boca a palavra de sabedoria tão necessária nesses dias.
A Fórmula Trinitária Cristã.

Como chegamos ao conhecimento do Espírito Santo e à confissão de fé na Santíssima Trindade? Não certamente pelas nossas capacidades racionais. Ela supera e coloca até dificuldades à nossa racionalidade. No entanto, integra o Credo cristão desde as origens como mostra o diálogo que antecede o Batismo (Ritual da Igreja Católica Romana): Crês em Deus Pai?! Crês em Jesus Cristo Filho de Deus?! Crês no Espírito Santo?!. Esta fórmula trinitária é apresentada solenemente por São Mateus no final do seu evangelho como conclusão e síntese teológica de toda a narrativa: "Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19). Constitui, de fato, o resumo de todo o evangelho de São Mateus que nos narra a pregação e as curas de Jesus como uma revelação do amor do Pai (Cf. Mt 11,27) que será continuada até ao fim dos tempos pela ação do Espírito Santo (Mt 28-20). Professar a fé na Trindade significa corresponder ao amor do Pai, viver por meio da graça do Filho e abrir-se ao dom do Espírito Santo. A salvação alcança-se pela adesão e correspondência a este mistério admirável, adesão selada pelo Batismo.
O mistério trinitário constitui uma grande novidade face à fé judaica que está na origem do cristianismo. O Judaísmo é rigorosamente monoteísta e não compreende a nossa fé trinitária. O Novo Testamento enraíza-se e continua o Antigo Testamento, mas na fé trinitária apresenta uma novidade inaudita. Esta convicção aparece, nas origens da Igreja, não tanto como doutrina teológica elaborada, mas como experiência vivida, sobretudo no Mistério Pascal (em que Jesus Ressuscitado é declarado como "Senhor e Deus") e no Pentecostes (em que o Espírito Santo se manifesta como força e ação divina). As primeiras comunidades cristãs sentem vivamente a presença do Espírito nos muitos dons que enriquecem os crentes e as comunidades. Os primeiros cristãos são de origem judaica e terão experimentado dificuldades em aderir à fé em um Deus trinitário. Digamos que a realidade por eles presenciada e vivida, explicitada pelo ensinamento dos apóstolos, também eles de origem judaica, se impôs à sensibilidade dos crentes na adesão ao Mistério Trinitário.
A fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo, é referida, de fato, explicitamente, no ensino dos Apóstolos, registrada nas Cartas de São Paulo, nos Evangelhos e integra a liturgia desde o início. O documento mais antigo do Novo Testamento (1ª Carta aos Coríntios) exprime-a desta forma: "Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos" (1 Cor. 12, 4-6). A segunda Carta aos Coríntios, por sua vez, contém uma saudação que ainda hoje empregamos nos rituais cúlticos. "A Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2 Cor. 13, 13). A reflexão teológica dos primeiros séculos e os primeiros concílios ecumênicos (sobretudo o de Constantinopla em 381) dão, depois, forma mais sistemática à fé trinitária.
No Antigo Testamento, não havia formulação explícita nem consciência clara da fé nas três pessoas divinas. Mas encontramos já acenos que preparavam esta visão de Deus. O Espírito de Deus está presente na Criação do mundo como promessa de vida e na criação do homem enquanto sopro divino (Ruah) que dá vida a Adão feito do barro da terra. De forma mais conhecida, manifesta-se nos profetas de Israel como fonte da Palavra de Deus. Alguns eleitos recebiam o Espírito de Deus como força especial para desempenho de uma missão em favor da comunidade: Os juizes, os reis e os profetas. Alguns profetas anunciam a promessa do envio do Espírito sobre todas as criaturas (Ezequiel, Joel). No Pentecostes, Pedro vê o cumprimento da promessa de Joel.
A reflexão teológica dos primeiros Padres da Igreja, apoiando-se na Bíblia, serviu-se da linguagem da filosofia grega utilizando os termos natureza, substância e pessoa: Em Deus há três pessoas distintas, iguais numa só natureza ou substância. Esta visão filosófica levou a uma doutrina especulativa, por vezes sem relação com a vida. Mas a perspectiva da Bíblia, resumida no Credo, apresenta-nos o Espírito Santo como um dom de Deus presente e atuante na vida das comunidades e das pessoas. Ainda hoje corremos o risco de considerar a Santíssima Trindade como um mistério abstrato, sem relação com a vida real. Mas o Espírito Santo continua a ser uma experiência vivida com manifestações visíveis, sempre renovadas de diversas formas até os nossos dias.


Uma Batalha Espiritual

Recentemente, escrevemos sobre a Nova Imagem. Falamos de como tudo está se renovando em nosso planeta. Afirmamos que se a religião deseja permanecer e estar presente no terceiro milênio ela precisa se renovar e apresentar ao mundo uma nova imagem de Deus. O Cristo crucificado, com semblante de derrotado precisa ser substituído com urgência por um Cristo vitorioso.
Dentro de poucos anos a imagem será a maior força de comunicação entre os homens. Com a chegada da televisão que reproduz imagens, o rádio e todo o sistema de comunicação pela palavra ficará em segundo plano. As pregações ou sermões baseados em palavras emocionais perderão o seu sentido, os argumentos tomarão cada vez mais a forma metodológica e didática. As formas de ensinar estão sofrendo uma rápida transformação e a retórica vai cedendo lugar aos discursos baseados na lógica e na razão. É para este novo mundo que pretendemos dirigir esta mensagem. Com certeza, nos dias de hoje (década de sessenta) ela tem pouco sentido, mas daqui a uns quarenta ou cinquenta anos, o mundo estará pronto para entendê-la. A humanidade assistirá ao surgimento de uma Nova Era pela a ação e obra do Espírito Santo.
A batalha espiritual sempre foi a origem das coisas objetivas e reais em nosso planeta. Assim como as coisas são em cima também são em baixo. Todo bem e todo mal parte do mundo imaginário onde Lúcifer e seus anjos travam constantes batalha com os mensageiros do Deus Altíssimo. Quando Abrão sai de sua terra por ordem do Deus Criador, um Deus cujo nome era impronunciável, inefável e que se opunha aos diversos deuses da babilônia, ele chega a Salém e encontra-se com Melquisedeque, o Sacerdote do Deus altíssimo, e oferece dízimos e adoração. A saída de Abrão, sem dúvida é consequência da batalha que se travava no mundo espiritual desde a eternidade.
A queda de Adão representa o fracasso de Deus e de sua criação mais sublime, o homem feito à sua semelhança. A serpente, reconhecida como diabo e satanás (Ap 12.9; 20.2), que segundo a Bíblia, enganou Eva (II Co 11.3; Gn 3) é consequência da luta, que nas regiões dos ares se travava entre as forças do bem e do mal. Esta batalha não cessou, porém Deus assumindo a sua responsabilidade traçou de imediato o seu plano salvífico, colocando nas mãos do homem a grande decisão que definiria a partir daquele momento o seu próprio destino. Assim como Ele fez toda sua obra com perfeição, também deu resposta imediata à ação de satanás, oferecendo ao homem todos os recursos necessários para enfrentar as ciladas do tentador e de seus anjos que se encontram dentro de cada um de nós. ( P/AViS-Primavera/1963).


A Vitória Final

“E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E lhe trarão a glória e honra das nações. E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” (Ap 21. 24 – 27).
Um estrangeiro estava assistindo a um filme no cinema. Naquele momento, projetava-se exatamente um jogo do Brasil com a Argentina. A Argentina fez um gol e os presentes continuavam torcendo e sorrindo como se o gol fosse do Brasil. O estrangeiro que não sabia o resultado do jogo, se perguntava, não entendo porque brasileiro está se divertindo com o gol da Argentina. No final, o Brasil ganhou o jogo e o estrangeiro então entendeu a razão da alegria de todos. Era porque os presentes já sabiam do resultado do jogo.
O cristão tem muitos motivos de alegria, pois ele também sabe o resultado final dessa batalha que ele enfrenta, tanto nas regiões celestes, dentro de si mesmo e no mundo. São três frentes distintas de batalha, mas a Bíblia garante que Deus é fiel com aquele que lhe é fiel até o combate final: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap 2. 10d).

O homem sempre se preocupou com o sentido da vida: de onde vim, para que vim e para onde irei. Estas são perguntas clássicas que desde a antiguidade têm desafiado a humanidade. Vejamos o que alguns pensadores escreveram sob o sentido da vida. Mary Roberts Rinchart; “um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou”. Edmund Cooke; “Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa de vida.” Colton; “A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte.” Shakespeare; “Viver é uma sombra ambulante.” R. Campbell; “Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados.” Rivarol; “Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro.”
Essas pessoas, como a maioria da humanidade, deixaram se dominar pelo pior que a vida pode oferecer. Estão mais impressionados com o fato de existir e não de viver verdadeiramente. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.” (Jo 10. 10b). O próprio Jesus se apresenta como a vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo l4. 6). Paulo declara: “Porquanto, para mim o viver é Cristo.” (Fp l. 21). O evangelista João inicia sua carta com a seguinte declaração: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus . Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (Jo 1. 1-4).
Qual o significado da vida quando ela se torna uma rotina do antigamente? Na verdade ela se torna vazia e enfadonha. Mas em Cristo o cristão encontra renovação permanente e a cada manhã junto com o sol renascem novas esperanças que dão motivação para viver. Na realidade, a vida é oferecida na mesma bandeja e com as mesmas cores para todos os homens. A diferença está no uso que fazemos do conteúdo da bandeja. Uns fazem do limão uma limonada, outros querem comê-lo com a casca e tudo.
Vamos nos lembrar de algumas figuras que já citamos nesse texto. A mulher que debateu com o ateu, não afirmou que Jesus havia dado algum prêmio especial para ela. Naturalmente ela continuava enfrentando suas lutas diárias da mesma forma que aquele ateu e as demais pessoas que ali se encontravam. A diferença é que pela fé ela recebia de Jesus, consolação nos momentos difíceis da vida. Essa era a sua vitória.
Aquele homem que engatinhou 150 quilômetros para ouvir palavras de consolo e de vida daquele missionário, não recebeu nenhuma bênção extraordinária, não ganhou um carro, nem ao menos uma cadeira de roda, mas ganhou o desejo e a alegria de ouvir falar de Jesus. Essa foi a sua vitória.
Aquele homem que esperou doze anos para visitar a minha igreja, não recebeu nenhum benefício especial da lei, cumpriu a sua pena integralmente na penitenciária, mas recebeu o privilégio de testemunhar Jesus dentro daquele presídio e a firmeza para ser fiel e não esquecer aquele que foi instrumento de Deus para falar do evangelho. Essa foi a sua vitória.
Temos muitas oportunidades para sermos vitoriosos nesta vida, quando Cristo se torna o Centro da nossa vida. Disse Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16. 33).
Nesse mundo travamos uma batalha, onde estamos sujeitos a todos os riscos da vida, como qualquer ser humano. Pode ser que em determinado momento, Deus até mande um de seus anjos para te proteger, mas esta não é uma norma muito comum nos relacionamentos homem e Deus. Os homens acreditam no deus da sorte e principalmente nos deuses do destino e da fatalidade. O Cristão acredita em um Deus que age e se faz presente em todos os momentos. Isso faz muita diferença.
Duas jovens atletas, uma cristã e outra não cristã sofreram um acidente automobilístico. A não cristã sofreu leves arranhões sem maiores consequências para sua carreira. A cristã sofreu vários traumatismos, ficando paraplégica.
As pessoas que as visitavam no hospital comentavam quanto ao comportamento das jovens acidentadas, dizendo que a jovem cristã era um exemplo inspirador de como enfrentar um momento destes, enquanto que a jovem não cristã dava pena ver seu estado de prostração diante daquela situação. Os anos passaram e a jovem cristã se tornou uma evangelista e aquela experiência era o principal argumento de seu testemunho cristão e de como Cristo faz diferença na vida.
Talvez você possa pensar que eu estou dizendo que o Cristão é melhor do que o não cristão, por favor não faça essa confusão. Existem duas batalhas diferentes, uma é a batalha espiritual e outra é a batalha do mundo. Aqui no mundo existe muita gente que leva rótulo de cristão e outros não, no entanto a bondade é algo que independe de confissão religiosa. Ela é uma tendência natural em algumas pessoas e faltam em muitas, até mesmo em pessoas fieis a Jesus Cristo. O cristão tem um compromisso com Deus, e muitas vezes a sua bondade é consequência desse compromisso. O que dizer daqueles que não tem este compromisso e pratica o bem de forma espontânea e sem nenhum interesse próprio. Não é isto que Paulo questiona em Romanos 3 a partir do Vs. 9? - Jesus recomendou: “Não julgueis, e não sereis julgados.” “Porque com o critério que julgardes sereis julgados,” (Mt 7. 1 e 2: - confira ainda Lc 6. 37: Rm 2. 1-11: 14. 1-12; I Co 4. 1-5; Tg 4.11 e 12). Entre os sinais da unção destacamos aqui, a humildade, a tolerância e o amor para com todos. Jesus recomendou amor até para com os inimigos.
Sem unção não é possível se tornar num verdadeiro adorador e sem adoração não pode haver vitória verdadeira, nem nas regiões celestes e nem no cotidiano desta vida.
Finalmente, devemos reforçar, lembrando que essa batalha terá seu final nas regiões celestes onde a nossa vitória está garantida pelo sangue do cordeiro: “Bem-aventurados aqueles que lavaram as suas vestiduras no sangue do cordeiro, para que tenham direito a árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Ap 22. 14).
Nesse dia, Deus estará conosco e nos livrará de todo mal: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me; Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis”. (Ap 21. 3-5). –
“A graça e a paz do Deus que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA, e SUSTENTA, seja convosco e com todo o povo que confessa que Jesus é SENHOR, hoje e para todo o sempre. Amém...”

Conclusão.
Assim chegamos ao final de nossa proposta: “Falando de filosofia, ciência, Religião...” Esperamos ter contribuído para um repensar de alguns paradigmas que passam despercebidos da maioria das pessoas que pretendem encontrar respostas para as mudanças que de forma abrupta ocorrem em nossos dias. Não é uma missão fácil, mas se cada um tiver coragem, disposição e buscar disponibilidade para refletir no porquê de tantas desilusões e decepções com os resultados de esforços que parecem não corresponder com as expectativas que temos, haverá de entender que ninguém tem a resposta e nem a receita final para estas questões. É preciso entender que a vida é feita de retalhos que colhemos de variadas fontes. Uns vêm da nossa experiência no dia-a-dia, outros são fornecidos pelas pessoas que nos rodeiam e muitos não sabemos de onde vêm. Precisamos aprender a colher todos estes retalhos e tecer a mais linda colcha que nos for possível, fazer e aceitá-la como a vida que nos foi possível na certeza de que o Criador nos aceitará como somos. Esta reflexão deve também nos levar a aceitar o próximo da maneira como ele é e incluí-lo em nossa vida sem muitas perguntas, pois na verdade somos todos “um” na força e no amor que levou ao Criador a criar todo o universo. Que o Deus Altíssimo nos dê esta convicção.
Nota: A partir da próxima semana, estaremos postando nossos textos às quintas feiras. Postaremos breves textos do nosso arquivo de “Breves Reflexões”. Até lá. (P/AViS-08/06/2010).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

29- Revisão.

Introdução.

Observa-se hoje na sociedade uma grande procura de espiritualidades, novas formas de ser e de estar, emancipadas das instituições que até agora possuíam o monopólio da organização e da responsabilidade. A consciência humana pretende dar um passo em frente no seu desenvolvimento. As instituições terão de se humanizar e não continuar a justificar-se pelo seus próprios fins e objetivos. Doutro modo carregarão sobre si mesmas a responsabilidade de se tornarem obstáculo do desenvolvimento individual de seus membros. O anonimato econômico, social e estrutural tornou-se de tal modo insuportável que, se as instituições estabelecidas não se preocuparem em dar verdadeiras respostas ao homem no seu todo, no respeito efetivo pela sua dignidade, provocará comportamentos insuportáveis.

“A vida não é nem sólida como uma rocha nem firme como a terra. Ela é fluída como os rios e como o mar. É o mistério que a ronda e a perpassa por inteiro, rarefeito e invisível como o ar.” (Dulce Critelli). Entender a vida assim, eis o grande desafio para quem pretende acrescentar algo de bom à própria vida e à comunidade.

Ao “non sense” da nossa vida atual corresponde maior procura de valores perenes e o surgir de novos indicadores de religiosidade. Não é suficiente o aspecto cognitivo da religião, a abordagem racional, o aspecto da mera experiência ou o aspecto vivencial, carece duma religiosidade mais diversificada e profunda. Esta expressa-se nuns como um “sentimento da presença de Deus”, noutros como o “sentir um poder sagrado na natureza”, noutros como “o sentimento de que espíritos de mortos se fazem presentes”, noutros ainda como a “vivência da unidade” ou como “uma relação pessoal com Deus e com o próximo”, etc. Isto deve nos levar a uma preocupação constante com os fetiches e a idolatria, tal quais os profetas de Israel no passado.



Desenvolvimento.

Faremos a nossa revisão, respondendo a seis perguntas de forma objetiva e concisa, tentando com isto aprofundar alguns aspectos que ficaram um tanto obscuros nos textos de nº 21 até o nº 28.

Primeira Pergunta: O que é o Reino?

Jesus passou em todas as cidades e vilas da Galileia pregando.Qual foi a sua pregação? De certo que o assunto devia ter sido uma verdade muito importante, para que ele quisesse que todos a soubessem! O Evangelho fornece a resposta: ele andava "... pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus ou simplesmente o evangelho do reino." (Lucas 8:1; Mateus 4:23; 9:35).

Ele estava a anunciar as boas novas acerca do Reino de Deus, e o que isto significava era tão bem compreendido pelos leitores desse tempo que Mateus simplesmente se refere como "o reino", sem definir que reino. Quando Jesus enviou os seus discípulos a ensinarem, foi com a mesma mensagem (Lucas 9:2).

Todo o ser humano professa admirar Jesus; muitos declaram amá-lo e segui-lo como Cristãos. Mas pode alguém ser sincero, se não tiver o desejo de saber o que queria ele dizer, ou o tema principal da sua mensagem? O que é este Reino? É simplesmente uma expressão para a influência que Jesus tinha sobre as mentes das pessoas? Significa a comunidade de crentes que o reconhecem como líder? Ele existe, neste momento preciso, sem perturbar a estrutura política das nações e impérios? Ou, antes pelo contrário, devemos compreender este "reino", como tendo um significado tão preciso como o reino convencional. Diante de Pilatos, ele afirmou que o seu reino não é deste mundo. Esta verdade é compreendida quando aceitamos que o reino de Deus está em confronto com os reinos dos homens mas deverá sobreviver e conviver com este até a volta de Cristo, sem se conformar e sem se revoltar. Cabe ao súdito de Deus denunciar com responsabilidade as injustiças e corrupções dos homens à semelhança dos profetas, João Batista, de Jesus e dos Apóstolos.

De acordo com Jesus e os seus apóstolos, a diferença entre acreditar e não acreditar, é a diferença entre a vida e a morte. Não podemos acreditar no que não sabemos; e só podemos saber o que é o Reino de Deus, ao aprendê-lo do Velho e Novo Testamentos - porque o ensino do Novo Testamento é baseado no Velho. Vamos então conceituar as suas evidências:

a-) Daniel diz-nos que nos últimos dias: "...o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre" (Daniel 2:44).

b-) O Reino será implantado na terra, e tomará posse de todos os reinos do Mundo. "...Os reinos do mundo vieram a ser do nosso Senhor e do seu Cristo,e ele reinará para todo o sempre" (Apocalipse 11:15).

c-) O Reino a ser estabelecido será o antigo reino de Israel restaurado. "...restaurará tu neste tempo o reino a Israel" (Actos 1:6); "Naquele dia, tornarei a levantar a tenda de Davi, que caiu" (Amós 9:11); "...a ti virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém" (Miquéias 4:8); "E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou...e vos colocarei sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel" (Lucas 22:29,30).

d-) Ao ser establecido o Reino, os Judeus serão reunidos da sua presente dispersão por todo o mundo, e restituídos à sua própria terra, que será o centro ou o Governo do Reino de Deus. "...Aquele que espalhou a Israel o congregará..." (Jeremias 31:10); "...e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará, desde os quatro confins da terra" (Isaías 11:12); "...Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra" (Ezequiel 37:21).

e-) A antiga Jerusalém será a cidade capital de todo o mundo. "Naquele tempo, chamarão a Jerusalém o trono do Senhor..." (Jeremias 3:17); "...quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte de Sião e em Jerusalém..." (Isaías 24:23); "...e Jerusalém será santidade..." (Joel 3:17).

f-) O povo favorito de Cristo reinará com ele, e herdará o Reino quando todos estes acontecimentos gloriosos se realizarem. "Se sofrermos, também com ele reinaremos..." (2 Timóteo 2:12); "E, ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações; E com vara de ferro as regerá..." (Apocalipse 2:26,27); "Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino, para todo o sempre..." (Daniel 7:18-27); "...Vinde, benditos do meu Pai, possuí por herança o reino..." (Mateus 25:34).




Segunda Pergunta: Como originou a vida em nosso planeta?

Talvez a primeira questão, não seja responder como originou a vida em nosso planeta e sim se existem vidas em outros planetas. A mim parece que o bom censo, a própria natureza e os escritos sagrados confirmam a existência de vidas em todo o Universo. Contudo não é minha intenção levantar aqui esta discussão.

De uma coisa estamos certos e dispensa qualquer comentário, em nosso planeta existem muitas formas de vidas, das quais nós já conhecemos algumas. E aí levanta-se a questão; como estas formas de vida chegaram aqui?

Das três uma: a vida se formou aqui, a partir dos elementos químicos que deram origem ao nosso planeta ("Geração Espontânea"); a vida veio de fora, em estágio de desenvolvimento que pode ter sido mais ou menos complexo ("Panspermia"); ou a vida foi criada aqui por uma inteligência que foge à nossa compreensão (Criacionismo).

A Origem da Vida é uma das grandes questões científicas da Humanidade e tem sido abordada pelos mais ilustres pensadores há milênios.
Anaxágoras, predecessor de Sócrates, advogava a favor da "Panspermia".
Aristóteles defendia a "Geração Espontânea". Foi ele o formulador da primeira teoria científica de origem da vida, que conhecemos. De acordo com sua teoria, existiriam dois princípios: um passivo, que é a matéria e outro ativo, que é a forma. Dentro de certas condições esses dois princípios se combinariam, originando a "vida". Assim se explicava como carne podre gerava larvas de moscas, por exemplo.
A teoria da Geração Espontânea tem tido a preferência da ciência há mais de 2.000 anos. Durante a idade média, contou com inúmeros ilustres defensores, tais como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, René Descartes e Isaac Newton.
Um dos primeiros opositores de destaque à "teoria oficial" da Geração Espontânea foi o médico e naturalista florentino Francesco Redi (1626-1698). Em resposta a Aristóteles, Redi demonstrou experimentalmente que só aparecem larvas de moscas na carne podre, quando deixamos moscas pousar nessa carne.
A teoria da Geração Espontânea, tal como formulada por Aristóteles, só foi refutada definitivamente no século XIX, graças ao trabalho de Louis Pasteur.
Com o reconhecimento que a vida provém sempre de outras formas de vida, Lord Kelvin, um dos mais importantes cientistas do final do século XIX, retomou a teoria da Panspermia, segundo a qual a vida teria sido "semeada" em nosso planeta, vinda do espaço.

“A Origem da Vida: A Bíblia diz que houve uma criação especial para a nossa terra. Ela não levanta nenhuma hipótese sobre a existência ou não de vidas em outros planetas. Ela deixa apenas de maneira muito claro que todo o universo está cheio de inteligência que glorifica o seu criador. Quanto à vida aqui ela nos ensina que no início existia o “caos”, uma terra sem forma e vazia e que o Espírito de Deus chocou a vida aqui. Não nos informa de onde vieram os ovos e nem o prazo em que estas vidas foram geradas ou criadas. Apenas nos informa que de início o Criador determinou o surgimento da luz e que para isto isso ele criou geradores em todo o universo, dando assim o início do ordenamento do caos e que em seguida fixou os espaços com luz e sem luz, determinando com isto o firmamento visível e a separação das águas e terras e que a partir daí durante seis dias (o dia de Deus não é o nosso dia, disto a Bíblia fala. Possivelmente o seu dia seja o dia do universo o que seria alguns bilhões dos nossos anos) ele organizou o nosso planeta, criando condições para a implantação da vida que culminou com o aparecimento do homem. Cada vida dentro da sua classificação de tal forma que haverá infinitas combinações modificando as formas, porém cada uma dentro da sua especificação. Assim ele produziu formas variadas em todas as espécies inclusive de homens brancos, negro, vermelhos, amarelos, altos pequenos e até gigantes. Esta visão sagrada parece muito mais racional do que todas as especulações apresentadas até hoje por teóricos e cientistas. Acreditamos que um dia o homem vai ter acesso a este conhecimento e aí ele aprenderá a dominar a morte e terá cumprido a era da graça e aí todo joelho se dobrará diante daquele que afirmou: “Eu sou a verdade e a vida, ninguém irá ao pai senão por mim”. Neste dia cumprirá o Apocalipse 21 e 22 e entraremos na era das bodas, conforme promessa de Jesus.” (P/AViS/31/12/1961 – em noite de vigília dentro de um quartel militar).

Terceira Pergunta: O que é o “Tempo do Fim”?

O que é o Fim dos Tempos?
O Fim dos Tempos ou o “Tempo do Fim” se refere aos eventos finais que antecedem à segunda vinda de Jesus Cristo. E nós vemos que TODA a Bíblia é escrita em torno do Senhor Jesus, o verdadeiro Messias e seu reinado.
É incrível como Deus deu a visão sobre tanto a primeira como também a segunda vinda de Jesus Cristo e os finais dos tempos também aos profetas do Velho Testamento, como Daniel, Ezequiel, Sofonias, Zacarias, Jeremias, Isaías e outros.
Existem ainda outras expressões ao longo da Bíblia que também fazem menção a este mesmo período, por exemplo:
• o fim - Mateus 24:14
"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."
últimos tempos - Judas 1:18
"Os quais vos diziam que nos últimos tempos (no fim dos tempos) haveria escarnecedores [que procuram gratificar seus próprios desejos irreverentes] que andariam segundo as suas ímpias concupiscências."
o tempo do fim - Daniel 12:9
"E ele [o anjo] disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim."
última hora - 1 João 2:18
"Filhinhos [meninos], é já a última hora (o fim desta era); e, como ouvistes que vem o anticristo [aquele que se oporá a Cristo disfarçando-se de Cristo], também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora (o fim)."
Existem ainda, inúmeras outras referências dentro da Palavra de Deus acerca deste mesmo período.

Quarta Pergunta: O que é idolatria?

Líderes religiosos, templos, catedrais, denominações, status e títulos, tem se tornado verdadeiros ídolos para os falsos cristãos.
Cabeça de elefante, corpo humano, quatro braços, um barrigão e acompanhada de um ratinho, assim é Ganesh, deusa da Índia. Porque Ganesh é deusa pop no concorridíssimo panteão do hinduísmo? Quem responde é o cientista da religião Frank Usarski, professor da PUC – SP. “Ganesh é uma divindade funcional que recebe sacrifícios em momentos determinados, de acordo com a necessidade”.

Os falsos líderes religiosos vivem a ideologia Ganesh. Tais líderes são especialistas na arte de enganar o povo em nome de Deus. São duas estratégias: a primeira é fabricar ídolos conforme a necessidade do povo, e a segunda é torna-se o próprio ídolo com discursos que agrade as solicitudes das pessoas.
Por falta de conhecimento o povo é enganado (Os 4:6). A falta principal é do conhecimento da poderosa Palavra de Deus (Mt 22:29; Jo 5:39).

É vergonhoso o comércio da idolatria dentro e fora dos templos religiosos do Brasil e do mundo.
“Deus é Espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em Espírito e em verdade.” (Jo 4:24). Muitos estão adorando outro espírito, praticando outro evangelho que é o da idolatria e adorando a mentira dos líderes religiosos. Os líderes religiosos estão fingindo que estão pregando Jesus e os fiéis estão fingindo que estão acreditando. Na realidade, estamos vivendo a era mercadológica das igrejas, e a superficialidade da fé.

Em sua coluna semanal na revista Veja, Diogo Mainardi escreveu em 11/06/2003, p. 127: “O Brasil tem deus demais. Tem deus no futebol, nos vidros dos carros, na TV, no rádio, nos hospitais, nas salas de aula, na reforma agrária, na política. Qualquer um pode atribuir-se milagres em nome de várias divindades.

A doutrinação de certas teologias nos templos “ditos cristãos” tem criado uma multidão de idólatras. Para denunciar esse grave pecado contra o Senhor Deus, onde estão os profetas como João Batista? Profetas dispostos a dar suas cabeças em prol da verdade. Fetiches e idolatrias estão por toda parte. Mas afinal como conceituar ou definir a idolatria? Para mim qualquer objeto, ideologia, teologia, filosofia, proclamação que procura conduzir o homem a uma fé salvadora que não esteja centrada em Cristo como nosso único mediador entre o Pai é “Idolatria”.




Quinta Pergunta: Existe realmente algum movimento em torno de uma “Ética Mundial”?

Para responder a esta pergunta, transcrevemos a seguir algumas informações recentes sobre o assunto.

“Esse é o tema de capa da edição 240 da IHU On-Line, de 22 de outubro de 2007.

Diz o Editorial da revista do Instituto Humanitas Unisinos:

O projeto de uma Ética Mundial é a proposta do teólogo de renome internacional Hans Küng, entrevistado especial nesta edição e que vem ao Brasil, nesta semana, para debatê-lo.

Esta edição da IHU On-Line entrevistou também alguns intelectuais que falam sobre a Ética Mundial, como Denis Müller, professor da Universidade de Lausanne; Paolo D’Arcais, diretor da prestigiosa revista italiana Micromega; Paul Valadier, do Centro Sèvres de Paris; Gianni Vattimo, filósofo italiano; Alfredo Culleton, da Unisinos; e Jan Assmann, egiptólogo alemão.

Desta maneira, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU continua o debate que foi propiciado, além das páginas da sua revista, na sua página eletrônica, com a publicação de notas, textos e repercussões da proposta, especialmente no Fórum Ética Global, criado no sítio do IHU.

Trata-se de um debate que a visita de Hans Küng instiga e que continuaremos a discutir nas diversas publicações do IHU".


“Religiões do Mundo em Curitiba
Nesse sábado, dia 17 de abril, realiza-se a exibição do documentário Islamismo no ciclo “Religiões do Mundo”. A primeira sessão ocorrida no sábado passado exibiu o documentário Judaísmo e contou com a participação de mais de 250 pessoas.
O evento vem sendo realizado na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-Pr). O programa “Religiões do Mundo” foi organizado pela Fundação Ética Mundial presidida pelo teólogo suíço-alemão Hans Küng que se apóia em quatro convicções básicas: não há paz entre as nações sem paz entre as religiões; não há paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões; não há diálogo entre as religiões sem padrões éticos globais; não há chance de sobrevivência para nosso planeta sem uma ética global, uma ética mundial, apoiada por pessoas religiosas e não-religiosas.
A iniciativa em Curitiba é promovida pelo Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU que abriga o escritório brasileiro da Fundação Ético Mundial e conta com o apoio da Pastoral da Universidade da PUC-Pr.”

Acredito que com estas duas transcrições estamos respondendo de maneira positiva a pergunta proposta.

Lembramos ainda que a globalização está favorecendo o desenvolvimento das redes sociais que vão tomando grande importância em nossos dias. As organizações mundiais começaram a tomar vulto a partir da primeira guerra mundial e a segunda acelerou o processo. Apesar do sistema de rede já ser usado desde a antiguidade, principalmente pelos militares, só a partir do século passado é que elas começaram a se popularizar em nível de empresas (multinacionais) e de ação social. Hoje as redes sociais promovem fóruns mundiais, os sindicatos vão se unindo em organismos mundiais, em fim toda a sociedade tem entendido a redução do planeta e a necessidade dos homens se confrontarem com suas diferenças a procura de interesses comuns. Pela minha observação o judaísmo e o islamismo estão se esmerando nisso. E o Cristianismo? Na década de sessenta parecia que o movimento ecumênico daria resposta a esta questão, mas pelo que podemos sentir ele está morrendo na praia. Os lideres cristãos precisam abrir mão de seus interesses pessoais e buscar a formação de redes eficientes para cumprir a sua missão.
Atentemos para o propósito de Deus: “O povo favorito de Cristo reinará com ele, e herdará o Reino quando todos estes acontecimentos gloriosos se realizarem. "Se sofrermos, também com ele reinaremos..." (2 Timóteo 2:12); "E, ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações; E com vara de ferro as regerá..." (Apocalipse 2:26,27); "Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino, para todo o sempre..." (Daniel 7:18,27); "...Vinde, benditos do meu Pai, possuí por herança o reino..." (Mateus 25:34).”

Como atenderemos a este propósito, se nos mantivermos isolados da humanidade, se não participarmos das grandes decisões que os líderes mundiais terão que tomar? Pensemos nisso!


Sexta Pergunta: O que são eras sagradas?

Criamos esta nomenclatura na década de sessenta, quando escrevemos uma série de textos sob o tema de: “Novas Imagens e Novas Eras”. Alguns destes textos foram publicados no jornal “A Voz do Sul” em Itajubá – MG.

Para dar uma certa ordem aos assuntos enfocados, dividimos o tempo em: Tempo Vulgar ou Histórico e Tempo Sagrado.

O tempo sagrado dividimos em “Eras”: Era do caos; Era da Luz; Era Mosaica ou da Lei; Era da Graça e Era das Bodas.

A “Era do Caos” é o tempo em que o Criador estava colocando ordem no universo para que pudesse surgir a luz e dar início à criação.

A “Era da Luz” é o tempo contado a partir de Adão, o tempo da verdadeira luz, isto é o tempo em que o homem adquiriu consciência de sua existência e aprendeu a pensar. (2.000 anos de Adão até Abrão).

A “Era Mosaica ou da Lei”, inicia com o chamado de Abrão e vai até Jesus Cristo. (2.000 anos a contar de Abrão até a chegada de Jesus).

A “Era da Graça” tem início com o Ministério de Jesus e irá até o dia em que o homem alcançar, dominar e se tornar capaz de vivenciar a “Verdade que Liberta”.
A “Era das Bodas” terá início quando a humanidade for capaz de vivenciar a “Verdade que Liberta!”.

(Para o aprofundamento e reflexões sobre a “Verdade que Liberta” iniciamos no dia 01 de janeiro de 1960, um projeto intitulado: !”Um Projeto de Amor” que dez anos depois passou a ser intitulado: Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta” – Confira Site: www.alfredopam.adm.br em fase de elaboração desde 1999).

Conclusão:

Estamos assistindo a uma verdadeira privatização da religião acompanhada de uma dispersão generalizada. O mesmo processo se dá na política. O teólogo Karl Rahner afirma mesmo:”O devoto de amanhã será um místico.”. A religião é cada vez menos transmitida, menos experimentada diretamente e por isso menos presente. A complexidade quer da religião cristã quer da política cada vez se distanciam mais do povo devido à sua incapacidade de ser povo, de ser eu-tu-nós e ao fato do povo não ter habilidade para compreender fenômenos complexos e de cada vez estar mais condicionado pela TV que fomenta a opinião sem noção, uma atitude infantil contra o saber, um subjetivismo analfabeto. Se no século passado era dominado em alguns meios o aspecto folclórico, esporte, humorismo e alguns programas culturais, o fato é que hoje a mídia em geral torna-se cada vez mais indigna de salão e o espírito plebeu nos conduz a uma comunicação meramente informativa dos piores fatos que ocorrem ou então se torna cada vez mais mata tempo com distração vulgar e pornográfica.

A vivência religiosa através da experiência é diferente do sentimento religioso através da reflexão cognitiva. No futuro será mais importante a experiência da religiosidade. Aqui está mais presente a experiência do que o ato cognitivo. Naturalmente que na experiência religiosa não faltará o elemento objetivador da reflexão. Este porém não se pode identificar com a experiência mística. A reflexão manca sempre atrás da experiência mística. O aspecto cognitivo a que a pessoa religiosa se encosta, o tipo de espiritualidade, pode constituir uma espécie de crivo. No âmbito cristão diria mesmo que aí a experiência mística ganha um chão possibilitador da individualidade e do nós, tal como na fórmula trinitária cristã.

Neste sentido, as congregações e ordens religiosas terão de fazer um esforço por tornar mais transparente e imediata uma espiritualidade que, através da sua forma de vida conventual conduz lentamente à experiência mística. Hoje essas jóias escondidas nas ordens terão que ser manufaturadas de tal forma a serem apreciadas por um tipo de ser humano apressado e que não suporta muito tempo de preparação, de ascética ou catarsis, dado querer chegar logo ao essencial, à vivência fundamental. Naturalmente que os iniciados no religioso e no numinoso não poderão correr o perigo de, para democratizar tudo, arranjarem atalhos que poderiam levar a identificar uma experiência meramente emocional com a experiência mística. Esta implica que a pessoa passe pelo cadinho do grande deserto místico e não seja confundida com uma espécie de orgasmos que passa e não deixa nenhuma cria. Diria que a experiência mística se realiza para lá de todos os limites, tal como o resultado que o espírito concebe para lá do fenômeno, não o podendo expressar nem através do entendimento nem através da experiência ou seja um novo nascimento.

Hoje já não é a igreja a única transmissora de valores e de auxílio para a vida. Os meios de comunicação social assumem cada vez mais esta função. Dado que a nossa sociedade é dominada pela mentalidade utilitarista não é de esperar para ela muitos impulsos da Igreja ao contrário do que acontecia no passado. Hoje a sociedade deixa-se distrair com a excitação cíclica que os “Medianos” oferecem, assumindo eles ao mesmo tempo a função de cano de escape. Voltaremos a tratar deste assunto no última texto “Conclusão Geral”. (P/AViS-18/05/2010)

terça-feira, 11 de maio de 2010

28- Futuro da Religião

Introdução.

“Se Charles Darwin fosse um homem temente a Deus, a história da teoria darwinista teria sido muito diferente. O conflito que dura mais de cento e cinquenta anos entre a razão e a falta de uma retórica cristã e ética nunca teria existido se o seu autor a apresentasse com a intenção de revelar a sabedoria do criador.” (P/AViS-Primavera de 2001).

“Meu Deus é você, e minha religião é o amor” - Resposta de Teresa de Calcutá ao ser indagada por um paciente portador de chagas pelo corpo, que ela fraternalmente beijou: “Qual a sua Religião?”

“O processo do Conhecimento de Deus: Pela inteligência conhecemos os objetos através de sua passagem pelos sentidos; formamos a ideia das coisas, abstraindo a forma que nos é introduzida na inteligência. Para o conhecimento de pessoa, este processo é insuficiente, pois pessoa não é objeto de laboratórios; ela só será conhecida, caso se revele. A abertura através do diálogo é fundamental para o conhecimento interpessoal. Isto se realiza progressivamente, ao longo da história da pessoa. Ora, com relação a Deus, pela nossa inteligência, quando muito podemos perceber a necessidade de sua existência e alguns atributos bastante abstratos. Precisamos de sua revelação ou manifestação para saber de fato quem Ele é. Justamente aqui entra o papel das religiões; estas propõem vindas ou encarnações de Deus no mundo, geralmente contidas em escritos sagrados, como o judaísmo, induismo, cristianismo, islamismo, etc.” (P/AViS/Primavera/1968).

“Sobre a Igreja do Futuro”: O que penso e escrevo hoje é que todos estes sistemas estão em plena decadência e que os seus seguidores e principalmente a liderança mundial não tomou consciência ainda do novo mundo que está nascendo para o terceiro milênio, a partir da década de oitenta principalmente, cujo marco histórico no futuro, salvo melhor juiz, deverá ser a queda do muro de Berlim. Acredito que a globalização nos levará a uma ética mundial que permitirá a convivência respeitosa e até solidária entre todos estes pensamentos.
Contudo acredito na sobrevivência do que denomino de “Plano Salvífico” ou seja a “UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE DO MISTÉRIO DA OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO” como dado perene da sobrevivência da igreja como sinal da “verdade libertadora” de Jesus Cristo visto e aceito como Filho de Deus, Senhor e único salvador, que no evento da encarnação, morte e ressurreição realizou a história da salvação, a qual tem n’Ele a sua plenitude e o seu centro.
“Crer nisso me traz muita paz e segurança para acreditar no futuro do homem, alvo primeiro de toda a preocupação do “Deus Altíssimo”, revelada em Jesus Cristo que deu garantia de que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua IGREJA.” (Parte conclusiva de um texto escrito por mim para um seminário sobre ecumenismo realizado em 1973, na Escola de Freiras em Itajubá – MG, tendo como fonte de consulta o livro “Uma Igreja Para o Mundo – Traduzido do alemão por Silvino Arnhold – Edições Loyola - 1968”.).


Cada um no seu tanque.

Eu tenho usado esta expressão diversas vezes sem nunca explicitá-la. Com ela eu me refiro sempre a uma possibilidade futura de convivência dos homens não só na religião, mas em todos os segmentos. No entanto, a ideia surgiu de uma experiência religiosa que quero relatar nesta oportunidade.

Nota: Faço a transcrição “ipsis-item” do meu livro de Notas e Reflexões nº 3 de 30 de novembro de 1992, registro este feito ainda sob o calor da experiência.

“III- Encontro de Aconselhamento e Cura Interior. – Era 17 de setembro de 1992, quinta feira, eu estudava com a Igreja o tema “Nova Era”. Este tema vinha me preocupando já há uns dois anos e só agora eu decidira estudá-lo dentro da Igreja. Foi neste dia que eu recebi o convite para participar do III Encontro de Aconselhamento e Cura Interior.

Na primeira capa ele trazia o versículo ‘... e nos deu o ministério da reconciliação.’ (II Cor 5.18). O Tema Geral proposto era: O Ministério do Amor na Igreja.

Nestes últimos dois anos enquanto venho estudando o tema “Nova Era”, cresce no meu coração a consciência da necessidade de um Ministério de Amor dentro da Igreja, pois não existe melhor antídoto contra a ação satânica que o amor cristão. Esta preocupação que já me acompanha desde a minha experiência do “Banho de Amor” em 31/12/59, me levou a iniciar em 1988, em Juiz de Fora o “Projeto Amor” que atualmente tem três segmentos: a) Metodistas unidos servem ao Senhor; b) Indo às nossas raízes; e c) Cristo, Verdade que Liberta.

Foi partindo de tudo isto que ao receber o já citado convite, pensei que, possivelmente Deus estava atuando. A inscrição parecia um pouco pesada, mas fiz um bom negócio e ganhei um dinheiro extra que cobria o seu valor. Senti a confirmação de Deus e fiz a inscrição sem vacilar.

NOTAS INICIAIS

O encontro foi muito bom. O Seminário que mais me interessava era: “Como iniciar Grupos de Crescimento Emocional”. Fiz exatamente este seminário, apesar da parte teórica não acrescentar muita coisa, houve um momento prático que foi de grande importância. Neste momento, em um pequeno grupo, coloquei o problema da pressão que venho sofrendo por parte de alguns irmãos da Igreja Local. Os componentes do grupo fizeram diversas colocações que pouco acrescentou. Mas no momento da oração, o Senhor colocou em meu coração que me colocasse de joelho para orar. Nesta hora os irmãos fizeram imposição de mãos e senti um grande consolo seguido de poder e alegria que muito me fortaleceu para dar continuidade ao trabalho que desenvolvo em minha igreja. Pude sentir a importância de ser humilde diante de Deus e dos irmãos. No momento do louvor um irmão, cujo nome não registrei e por isto não me lembro, disse que alguém em Brasília teria dito que os crentes vivem como patinhos presos em diversos cercados e que o Senhor precisa enviar a água do Espírito Santo para unir estes cercados e os patinhos poderem nadar livremente. Isto me passou ligeiramente e logo esqueci. O fato de estar fazendo este registro é justamente para relatar o que segue.

A VOLTA

Quando viajava para São Paulo, tendo ao meu lado o irmão Pastor Roberto Alves de Souza, de Londrina – PR e sua esposa, tive a visão que passo a relatar, quando tirava um breve cochilo.

Encontrava-me como se estivesse suspenso no ar e via abaixo três tanques unidos, onde nadavam alguns patinhos. Além desses três tanques, outros tanques de tamanhos e formas irregulares podiam ser vistos. Esses tanques estavam protegidos por um muro que os rodeava. Em todos os tanques havia patinhos que nadavam.

Pude observar que alguns deles tentavam sair dos tanques e que, de vez em quando um patinho conseguia saltar para um outro tanque ou às vezes, caia em local seco.

Senti a presença de um anjo que me observava. Perguntei ao Anjo: o que significa isso? Observei então que os patinhos tinham suas penas amareladas e alguns estavam até feridos. Exclamei preocupado novamente: o que significa isso? Então o Anjo me falou: olha para cima. Olhei e vi que uma grande nuvem se formava acima dos tanques.

Em seguida pude ver uma sequência de clarões como se fossem relâmpagos, porém não havia trovões. Uma chuva muito forte começou a cair e os tanques e os lugares secos foram enchendo-se de águas de tal forma que as águas ficaram acima de todos os tanques.

Cessada a chuva, verifiquei que os patinhos nadavam livremente sobre as águas. Pareciam muito felizes. O Anjo tocava uma campainha e eles saiam de suas regiões e se misturavam como se fosse uma festa. Cruzavam seus pescoços com expressão de profundo afeto. O Anjo tocava novamente a campainha e eles voltavam às, suas regiões. Isto aconteceu diversas vezes.

Eu fiquei estático, porém sentia uma profunda satisfação. O Anjo tocou uma vez mais sua campainha, fazendo com que eu saísse daquele torpor, quando verifiquei que tudo estava como antes. Os patinhos que haviam se tornado curados e branquinhos voltaram a ficar amarelados e feridos.

Então perguntei ao Anjo: quanto a mim, como será? Eu mesmo não entendia bem o sentido da minha pergunta. Então o Anjo respondeu-me: quanto a você, segue o seu caminho e descansa no Senhor.

Nessa hora muita gente gritava: acorda... acorda... e eu acordei com uma sensação de quem estava chegando de uma longa viagem.

Ao meu lado estava uma jovem que lia o livro “A Arca de Noé” de Trigueirinho, um discípulo da “Nova Era” que tem me preocupado. Do outro lado, estavam o Pastor Roberto e sua esposa. Por algum momento, pensei em contar para ele essa visão, porém, decidi apanhar o endereço dele para escrever depois.”
(Nota: Não me lembro se escrevi ou não ao Pastor Roberto, mas como eu já tinha uma orientação espiritual para só divulgar certas escritas a partir de 2010, inclui também este texto que só agora estou divulgando).

Uma Breve interpretação.

Essa experiência foi objeto de diversas reflexões que fiz diante de Deus, principalmente durante a década de noventa. Na realidade, até hoje ainda, medito sobre ela e sempre descubro alguma coisa nova.

Na primavera de 2003, refleti procurando ligá-la à ideia de uma nova Igreja para o mundo e agora eu acho que essa interpretação entra muito bem aqui.

“Uma nova Igreja para o mundo nunca será uma “Igreja Única”. Ela será uma Igreja movida pelo Espírito Santo e não pela vontade do homem ou de qualquer liderança. Ela prosperará dentro da liberdade que virá pelo conhecimento da verdade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Movida pelo “AMOR” que vem de Deus ela garantirá a todos os homens uma plena liberdade para adorar ou não adorar a Deus. Ela promoverá a paz e buscará uma convivência amorosa, respeitosa, harmoniosa e solidária entre todos, independente de raça, credo ou condições sociais. Será a maior promotora da Igualdade, da Fraternidade e da liberdade em nosso planeta. Estará preocupada em promover a felicidade das nações e de todos os povos num clima de liberdade, permitindo que cada um viva dentro do seu próprio tanque, isto é, viva segundo suas tradições e os ditames da consciência de cada um. Ela estará livre de dogmas e conviverá muito bem com a ciência, a política e a educação do povo. Será uma religião livre de templos e sedes suntuosas, uma organização simples voltada para atender ao povo em suas necessidades, estimulando aos homens de bons costumes a assumir os principais cargos de mando e decisões do estado, evitando que homens desregrado o façam antes. Promoverá o conhecimento das tradições religiosas através das escolas e trabalho especial de discipulado, mais será uma Igreja de um pequeno livro como regra de fé e prática eclesial e espiritual. A riqueza dessa igreja não será ouro e nem prata, mas a qualidade daqueles que a defendem e que são capazes de conhecerem todos os tanques e promoverem uma ação em que o Espírito Santo possa cumprir a sua missão de “Consolador e Ensinador da Verdade que Liberta”. ‘Que a graça e a paz do Deus que “CHAMA”, “CURA”, “CAPACITA”, “ENVIA” e “SUSTENTA” seja convosco e com todo o povo que confessa que Jesus é Senhor, hoje e para todo o sempre. Amém’”. (P/AViS/Primavera/2003).

Conclusão:

O ecumenismo foi um grande passo dado na década de sessenta. Mas como sempre acontece com qualquer movimento, ele foi se desgastando e atualmente já não consegue reunir forças para moldar uma igreja para o futuro.

A religiosidade cada vez se torna mais autônoma e sente a necessidade de diferenciação mais individualizada. O mesmo se dá na política. Elas estão cada vez mais preocupadas consigo mesmas e não voltadas para as verdadeiras necessidades do povo. O mesmo fenômeno ocorre com a política institucionalizada e com as centenas de ONGS que se proliferam a pretexto de atender as carências de grupos excluídos, mas que na realidade são usadas para lavagem de dinheiro público que são doados pelo estado.

Na Europa, a percentagem de pessoas que se declaram religiosas vem caindo assustadoramente. Nem o Papa escapa das miras dos niilistas que cada vez cobram mais da Igreja e fecham o cerco em torno das pessoas e instituições que se dizem representantes de Deus aqui na terra. Isso tem ajudado na purificação da Igreja, permitindo assim uma profilaxia tão necessária que a própria Igreja devia providenciar, mas que durante muitos séculos não o tem feito. Jesus alertou: “Se vocês se calarem, as pedras clamarão”.

As pessoas manifestam diversas necessidades de salvação a que correspondem diferentes necessidades espirituais implicando diferentes espiritualidades e diferentes práticas. A igreja como instituição (igrejas tradicionais ou históricas) não tem atentado para isto. Os protestantes que surgiram como contestadores do estado atual da igreja majoritária (na época a Igreja Católica Romana, principalmente) e da sociedade que espoliava o povo, hoje perdeu sua identidade e não se entendem mais. Tornaram-se protestantes entre eles mesmos, cada um mais preocupado com a sua arrecadação e o controle do poder. Criou-se o mercado eclesial. Carecem do Cristo de chicote na mão para promover uma nova purificação no Templo.

O acesso ao religioso pode dar-se de forma cognitiva ou experimental. Nas espiritualidades mais que o ato cognitivo religioso predomina o dado experimental, a experiência religiosa, com caráter específico pessoal. No mundo atual, conhecem-se várias espiritualidades: salesiana, jesuíta, dominicana, franciscana, beneditina, evangelical, pentecostal e outras. Elas, porém, andam ligadas geralmente a ordens e congregações com um público reduzido. As igrejas tradicionais, duma maneira geral, não estão preparadas para responder a muitas das necessidades espirituais mais individualizadas das pessoas. As novas igrejas ou movimentos estão em fase de experiência e procuram inovar as liturgias, surgindo com isso os cultos shows e os superestar da missão com teologias que procuram dar ao povo aquilo que ele quer sem se preocupar em dar aquilo que ele precisa. Importa mais a quantidade do que a qualidade.

Acreditamos que o Criador, através do seu Espírito Santo, está cuidando disso tudo e que vivemos apenas um tempo de forjamento da igreja do Futuro. No último capítulo desta série voltaremos a tratar deste assunto. Até lá. (P/AViS-11/05/2010)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

27- A Teologia da Graça.

Introdução:

“Se pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” (Romanos 5.17).

A Graça é parte integrante do “Plano Salvífico” de Deus. Ao homem foi dado liberdade plena para tomar suas decisões e ele tomou o caminho da desobediência. Com isso ofendeu o Criador a tal ponto de ser expulso do “Jardim do Edem” assim como Lúcifer foi expulso das “Regiões Celestiais”. Contudo o Criador não desistiu de sua criação, pois ele havia colocado neste planeta o que de mais sublime ele possuía, a vida.

Depois de várias tentativas, Deus tomou a decisão final que fazia tremer aos próprios anjos. Ele colocou em prática o seu “Plano Salvífico”, o que incluía entre outras coisas o envio de seu filho para salvar o homem através da Graça. Nem para os anjos decaídos foi posto um plano assim em execução. Assim depois de vários estágios e preparação Deus enviou Jesus Cristo, uma história que já alcançou mais de um terço da humanidade e que agora pela globalização deverá ser divulgado para todas as nações e raças num período muito curto para que se cumpra mais uma fase importante desse plano.

Não tem sido um plano fácil e nem barato. Para alguns, ele está sendo executado há alguns milhões de anos; para outros, os que observam as anotações sagradas dos judeus, dos muçulmanos e dos cristãos ele está em vigor há seis mil anos. De qualquer forma é um longo plano que visa salvar a vida que aqui um dia foi implantada e que por decisão do homem corre sério risco. Assim, já no terceiro estágio, Deus mandou seu filho e ele apagou a ofensa que o homem havia feito ao seu Criador e a humanidade entrou na era da Graça.

Mas o que é a Graça?

“Parece estranho ler algo sobre a Graça Consumatória, pois estamos acostumados a ler e ouvir, segundo João Wesley, a respeito da Graça Preveniente, Graça Justificadora e Graça Santificadora.

Geralmente ao falar-se em Graça Preveniente, a ligamos ao Pai. Quando nos referimos à Graça Justificadora nos centramos na pessoa de Jesus Cristo. Ao pensarmos na Perfeição Cristã ou Santificação, logo vem à nossa mente a pessoa do Espírito Santo.

O que seria Graça Consumatória?

É a Graça, através da Trindade, que faz possível à pessoa, à família e à Igreja levar avante a fé, a vida cristã, consumando-a na vida. É Graça que leva-nos avante à Consumação Final de todas as coisas em Deus.

Dependemos totalmente da Graça. Essa é uma mensagem bíblica e um fundamento do movimento Wesleyano. A vida cristã somente é possível pela graça. Não são as leis, a ética e a moral, as doutrinas ou a liturgia, nem mesmo a Igreja, como uma instituição, que faz possível vivenciar-se a fé cristã e sua consequente vida plena.
Temos tido muitas frustrações em nossa vivência cristã ao confiarmos em nosso ativismo, nos planejamentos e programas das igrejas, em nossas formas litúrgicas ou na ausência delas; em nosso esforço pessoal, familiar e social buscando vivenciar os princípios básicos de nossa fé e esperança.

Muitos, hoje, estão buscando uma “nova unção”, nova forma de revelação ou profecia, nova estruturação dinâmica da Igreja visando um crescimento acelerado. Muitas dessas coisas têm o seu lugar na vida cristã; outras são invenções de nossos tempos, de líderes que estão centralizando a fé no seu carisma pessoal ou comunitário. Há uma grande ênfase voltada para o Antigo Testamento, fundamentada isoladamente do seu contexto e de sua centralidade em Jesus Cristo.

Nada disso nos leva a uma vida plena centrada em Cristo. Quem leva à consumação da vida cristã, à missão da Igreja, ao propósito divino na vida da família, aos relacionamentos humanos em todas as suas áreas e níveis é a Graça Divina,que a chamamos de “Consumatória”.

Não adianta inventarmos ou reinventarmos a “roda”, “os modismos”, as “prosperidades”, as “dependências em líderes apostólicos modernos”. O centro básico de nossa Fé e Vida Cristã, pessoal e comunitária, é a Graça. Somente ela consuma em nós as “fiéis e verdadeiras promessas bíblicas e divinas”.
Vivendo sem a Graça estamos “caindo na des-Graça”, vivendo “sem-Graça”, criando um estado de individualismo na fé, de personalismo na Igreja, de egocentrismo em nossos fundamentos de fé.

Podemos usar a Bíblia à nossa maneira, citando-a fartamente, mas sem a Graça, ela se torna um “ídolo”, ”uma filosofia de vida”, “forma de pensar e viver”, um instrumento de apologia cristã sem contudo ser a VIDA PLENA que Deus em Cristo trouxe-nos ao se tornar ser humano, identificando-se conosco, vivendo a nossa fragilidade, tornando-se Servo Sofredor, assumindo a Cruz e a Morte.Contudo, a Graça divina tornou a trazê-Lo à vida, colocando-o acima de todo o nome, autoridade, poderes, potestades, enfermidade, dor, morte e mal.
Não há outro caminho – só há o caminho da Graça, onde Ele, Cristo, nos leva a Deus, o Caminho que traz Deus a nós, vive Deus em nós, entre nós e conosco e, através de nós.

O Deus da Graça anseia agir em nosso tempo “consumando em nossa História” a Sua presença Salvadora e Redentora. A Graça Consumatória está ativa através da ação da Trindade visando amar ao ser humano, a sociedade e a natureza, redimindo-os para Si.

É claro que a Graça é Graça, cuja natureza e fonte é divina e nós, para entendê-la, a dividimos em fases, ou etapas, como Wesley fez. Na verdade, somos chamados a “pela graça sermos salvos”, através da fé (nossa confiança, acolhimento, entrega a Cristo), santificados, vivendo no presente século de forma justa, sensata e piedosamente e a esperarmos a plenitude da concretização do Reino através da vinda do Senhor Jesus. Tudo o mais... é tentativa humana... é resto... e não provém de Deus, mas de “obras humanas”; não é fruto da fé, pois nos gloriamos naquilo que somos e fazemos.

Ainda bem que Deus é tudo em tudo e que dependemos da Graça para que a nossa glória esteja n’Ele e não em nós mesmos, nem em nenhuma instituição, revelação, profecia, sonho ou estruturação eclesial.
É na cruz e ressurreição que eu me glorio. Isso é Graça! Aleluia!” (Nelson Luiz Campos Leite – Bispo honorário da Igreja Metodista).

Graça e Saúde:

A Bíblia Sagrada (livro sagrado dos Cristãos que contém parte dos textos sagrados dos judeus e dos muçulmanos) tem anunciado a humanidade de forma sonante, clara e singular que, primeiramente e de uma forma única, foi incluída na tradição teológico-judaica-islâmica e que hoje é divulgada por muitos meios e formas, que Deus nos aceita como somos e onde estamos com o que podemos fazer sem distinção de raça ou nação. A todos sem exceção essa boa nova está sendo anunciada. São boas novas que nos garantem cura e integridade independente de nossas patologias. É a Graça Salvadora que está à nossa disposição para ser consumida e nos garantir a presença e a ação divina em nossa vida aqui, agora e na eternidade. Esta é a última e a única chance dada ao ser humano. Não importa a sua rebeldia, a sua crença, um dia todos os joelhos vão se dobrar diante do “Cristo Triunfante”.

Mas em suma, a Graça, consequência do amor e misericórdia do Criador assegura que o grande empreendimento de Deus é a cura humana e a vitória sobre a morte, tendo sido Cristo a “Primícia”, isto é o primeiro. Esta cura faz parte da natureza divina, assim como as patologias fazem parte do caráter e essência do homem. Com a cura do homem, toda a vida no planeta estará salva. Esta “Graça” é radical quanto a sua incisão ao “lócus” central da patologia humana; as preocupações excessivas alimentadas pelas ansiedades, que são a causa e o resultado da alienação humana e o mundo de doenças, violências e distorções múltiplas que derivam dessa alienação.
Uma avaliação correta dessa teologia e da suas implicações psicológias requer uma exploração da natureza problemática e patológica da situação humana a que a graça se refere, uma indicação de como a graça fala ao dilema humano e uma consolidade da base conceitual para chegar às consequências psicológicas. Desde que os homens, primeiro sentiram a natureza radical e genérica de sua queda espiritual e psicológica, a mais essencial e universal experiência humana tem sido a ansiedade. Por isto Jesus insistia no ensinamento da fé na provisão divina: “olhai os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam, mas nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer um deles.” (Mateus 6.28 e 29).

A dimensão do terror em nossa ansiedade é facilmente identificada, vai desde a nossa luta para lidar com a morte e nossa própria mortalidade até formas de ansiedade extrema que são identificadas como causadoras de patologias que clinicamente são chamadas de neuroses ou como aquilo que as produz.

Na tragédia de nossas ansiedades nos deparamos perdidos e alienados. Disto surgem as nossas distorções emocionais e nossas doenças psicológicas e espirituais. No entanto, da perspectiva Divina, nosso status se mantém. Somos incondicionalmente confirmados como destinados para a comunhão com Deus como uma forma palpável de vida e de salvação. O Evangelho assegura este status como certo e incondicional e Cristo nos promete o Espírito Santo, o Consolador, através do qual Ele sempre estará conosco.

Conclusão:

“Conta uma lenda que quando Deus fazia o homem, um de seus anjos mais chegados, observando as possibilidades e concessões que Deus fazia a este ser, perguntou ao Senhor: mas como, com esta liberdade toda e esta capacidade de decidir a sua própria vida, o homem poderá vir até mesmo a confrontar com o Senhor, se rebelar contra sua vontade e ainda assim ser restaurado. Nem o pobre do Lúcifer teve esta oportunidade! Como pode ser isto? O Senhor então respondeu: você não pode entender, mas este homem vai sofrer muito até chegar ao meu projeto final. Mas, só com toda esta liberdade, ele chegará um dia ao seu destino final, que é o de ser semelhante a mim. Por isto vou ensinar-lhe todas as minhas leis durante o tempo que for necessário e ele terá plena liberdade de escolha entre a obediência e a desobediência até que um dia desabrochará nele o varão perfeito e aí então ele será minha imagem e semelhança. Sem liberdade ele nunca passará de um anjo.” (P/AViS/Primavera de 1962).
“Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.” (Sl 85.10-11). Esta é a visão do Salmista: manter a tensão na busca de uma ética que inclua o sagrado e reconstrua a esperança. (P/AViS/Primavera/1983).

“A Graça do Altíssimo vai-se concretizando ao passo que os excluídos vão se tornando objetos de mudança social, buscando a igualdade, a liberdade e a fraternidade entre todos, não importando seu gênero, nacionalidade, credo religioso ou condição social.” (P/AViS-Primavera/2.008).

A Graça não atinge apenas o homem. A graça destina-se a todo tipo de vida existente no universo, desde o “micro” até ao “macro”, todos somos objetos do “Plano Salvífico” de Deus. O homem, apesar de sua fragilidade, é o instrumento para estender essa graça por todo o universo, a ele está destinado o domínio de todas as coisas, enquanto Cristo não voltar.

“A natureza faz parte do staff de Deus. Deus é amor e misericórdia, por isso ele sempre nos perdoa, porém a natureza cobra sem pena sempre que é agredida pelo homem.” (P/AViS-Primavera/2008).

“Só a Ecologia Humana, baseada em princípios espirituais, pode restabelecer a harmonia entre o homem e a terra ao estabelecer em primeiro lugar a harmonia entre o homem e o Céu, entre o homem e o homem e do homem para consigo mesmo, e deste modo transformar a atitude ambiciosa e ávida do homem para com a natureza que é a causa das grandes tragédias que a humanidade vem sofrendo. O homem é o veículo da graça para a natureza; através da sua participação ativa no mundo espiritual, ele traz luz para o mundo e para a natureza. O homem é a boca através da qual a natureza respira e vive. O homem vê na natureza o que ele mesmo é - e assim penetra no significado interior dela - desde que seja capaz de buscar nas profundezas interiores de seu próprio ser. É a capacidade de perceber a transparência metafísica dos fenômenos. Os homens que vivem na superfície de seu ser, só podem estudar a natureza como algo que tem que ser manipulado e dominado.” (P/AViS-Primavera/2009).

“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.” (Carl Jung). (P/AViS- 04/05/2010).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

26- Humanismo e Espiritualismo.

Introdução.

Nenhum mestre foi capaz de superar Jesus Cristo no sentido de expressar as verdades sobre o “Humanismo” e o “Espiritualismo”. Para Ele é perfeitamente possível ser um “Humanista” e não segui-lo, porém é impossível segui-lo sem ser um fiel “Humanista”.

Em princípio, vamos tentar uma abordagem sobre o “Humanismo” e a seguir uma sobre o “Espiritualismo”. Após isto tentaremos uma visão comparativa entre estas duas correntes filosóficas.

Humanismo:

O Humanismo é um movimento filosófico surgido no século XV dentro das transformações culturais, sociais, políticas, religiosas e econômicas desencadeadas pelo Renascimento.

Com a ideia renascentista de “dignidade do homem”, isto é, o homem está acima da Natureza, o Humanismo coloca o homem no centro do universo e seu estudo merece algumas considerações particulares. (O Homem Vitruviano).

Chegando ao século XVIII, na Filosofia Moderna, o homem é concebido como um ser ativo que domina a Natureza e com isso a sociedade. Embora não haja separação entre Natureza e homem dentro do movimento humanista, o homem é diferenciado dos demais manifestando suas diferenças na racionalidade, na moralidade, na ética, na técnica, nas artes, etc.

Entendendo o Humanismo.

No Humanismo o homem, como ser dominante, está sempre se aperfeiçoando através do desenvolvimento proporcionado pela sua racionalidade.

Mesmo datado de longa data, o Humanismo tem influência em várias áreas das ciências humanas. Sua importância reside na fundamental ruptura entre Igreja e Ciência, carregando consigo uma visão diferenciada do homem em relação aos demais elementos naturais.

É difícil conceber Humanismo devido às várias formas em que ele foi tomado pelas ciências humanas e pelas religiões, vindo a ser “humanismos” com características diferentes. Podemos falar de humanismo religioso, humanismo marxista, humanismo existencialista, etc. No senso comum, o termo “humanista”, frequentemente, é usado para caracterizar as pessoas que se preocupam com as causas sociais e com a caridade.

Sem dúvida que o Humanismo foi um dos principais movimentos filosóficos que mudaram os rumos do conhecimento, mas a ideia principal e original foi pretensiosa demais.

Crítica.

A ideia de colocar o homem acima de todas as coisas e acreditar que ele é capaz de progredir cada vez mais na temporalidade, soa um tanto quanto otimista demais. Daí decorre as dissidências do Humanismo original entre as ciências humanas.

Sartre, filósofo existencialista francês, em sua obra “Existencialismo é um Humanismo”, ironizando o fato do homem atribuir um valor de superioridade a si mesmo, questiona o Humanismo clássico: “Tal humanismo é um absurdo, pois só o cachorro ou o cavalo poderiam emitir um juízo de conjunto sobre o homem e declarar que o homem é admirável.”

Nesse sentido, tomar os pressupostos do Humanismo enquanto verdade seria como dar uma definição a nós mesmos da forma como queremos. A história tem mostrado que nem sempre progredimos; que a razão nem sempre está com a “razão”; e que racionalidade não significa a nossa salvação.

O humanismo existencialista se distanciava do humanismo clássico na medida em que o homem não supera a existência e a condição se voltar apenas para si mesmo (o centro de todas as coisas), mas sim, procurando o devir sempre no fora de si. E é humanismo porque coloca o homem como o único responsável de si.

Na realidade, o homem comparado com os animais e a natureza se apresenta como o mais frágil dos três, pois os animais e a natureza podem sobreviver sem o homem, porém o homem depende dos dois para sobreviver.

O Valor do Homem.

Apesar da fragilidade, o homem foi feito para dominar e ser imagem e semelhança do Criador. Para isto foi-lhe concedido a capacidade de pensar, tomar decisões e estar consciente da realidade que o circunda. Para que ele possa alcançar o seu destino, o criador dotou-o também do poder para acertar, errar e corrigir. O homem é o único ser vivo capaz de Planejar, Organizar e Executar Projetos.

"O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para esmagá-lo: um vapor, uma gota de água bastam para matá-lo. Mas, mesmo que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que quem o mata, porque sabe que morre e a vantagem que o universo tem sobre ele; o universo desconhece tudo isso. Toda a nossa dignidade consiste, pois, no pensamento. Daí que é preciso nos elevarmos, e não do espaço e da duração, que não podemos preencher.Trabalhemos, pois, para bem pensar; eis o princípio da moral. Não é no espaço que devo buscar minha dignidade, mas na ordenação de meu pensamento. Não terei mais, possuindo terras; pelo espaço, o universo me abarca e me traga como um ponto; pelo pensamento, eu o abarco". (Blaise Pascal).

Espiritualismo:

O Espiritualismo é uma doutrina filosófica que admite a existência de Deus, de forças universais e da Alma, com a visão de que existem milhares de coisas abstratas. É o contrário de materialismo, que só admite a matéria.

Afirma a existência de uma alma e um espírito imortal no homem, isto é, de um princípio substancial distinto da matéria e do corpo, razão absoluta de ser da vida e do pensamento. Em sentido mais lato, doutrina que, além da tese referida, reconhece a existência de Deus, a imortalidade da alma e da existência de valores espirituais ou morais que são o fim específico da atividade racional do homem.

A teologia paulina nos ensina que possuímos um espírito (o espírito do homem) que nos coloca em comunhão com o Espírito de Deus, permitindo a consciência de que somos filhos do Criador. (Romanos 8.16-17).

O Cristo promete o Consolador, aquele Espírito que sabe todas as coisas e que além de nos consolar nos fará lembrar de todas as coisas, bem como nos ensinar muitas coisas que ainda não sabemos porque não alcançamos a maturidade suficiente para entender. (João 15.26).

A crença nessas verdades leva o fiel a ter “Fé” e ela consolida uma nova vida, o renascimento, permitindo ao homem alcançar o nível do homem espiritual. É nisto que consiste o verdadeiro espiritualismo. A “Fé” que segundo Jesus remove montanha, move os céus e convence o homem daquelas coisas que ele não pode ver e Deus se torna uma realidade que age e governa o Universo. Esta “Fé” não depende de religião, é algo que a verdadeira sabedoria e inteligência dá de presente (Graça preveniente) ao homem. (Confere Cap. 28 de Jó).

“Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria e apartar-se do mal é a inteligência.” (Jó 28.28).

A Existência de Deus.

Ao longo da história da humanidade, a ideia ou compreensão da existência de Deus assumiu várias concepções em todas sociedades e grupos já existentes, desde as primitivas formas pré-clássicas das crenças provenientes das tribos da Antiguidade até os dogmas das modernas religiões da civilização atual.

Deus, muitas vezes, é reconhecido como o Criador, O Altíssimo, Senhor do universo, Grande Arquiteto do Universo ou então toma nomes como Deus de Abrão, Deus de Jacó, Deus de Moisés, Javé, Alá e muitos outros.

Teólogos têm relacionado uma variedade de atributos diferentes para concepções de Deus. Os mais comuns entre essas incluem onisciência, onipotência, onipresença, benevolência (bondade perfeita), simplicidade divina, zelo, sobrenatural, eternidade e de existência necessária.

Deus também tem sido compreendido como sendo incorpóreo, um ser com personalidade, a fonte de toda a obrigação moral, o mais excelente, o soberano. Estes atributos foram todos adotados em diferentes graus anteriormente pelos filósofos teológicos judeus, cristãos e muçulmanos, incluindo Rambam, Agostinho de Hipona e Al-Ghazali, respectivamente. Muitos filósofos medievais notáveis desenvolveram argumentos para provar a existência de Deus,[3] tencionando combater as aparentes contradições implicadas por muitos destes atributos.

A maior parte das grandes religiões considera Deus, não como uma metáfora, mas um ser que influencia a existência de cada um no dia-a-dia. Muitos fiéis acreditam na existência de outros seres espirituais e dão a eles nomes como anjos, santos, djinni, demônios e devas...

Em grande parte dos grupos cristãos, o Espírito Santo é uma das três pessoas divinas da Trindade que compõem uma única substância de Deus, isto é, o Espírito tem a mesma natureza essencial partilhada com o Deus Pai e o Deus Filho (Jesus). A teologia cristã do Espírito Santo, ou pneumatologia, foi a última parte da teologia trinitária de ser plenamente explorado e desenvolvido. Por este motivo, existe uma maior diversidade entre os diversos entendimentos teológicos acerca do Espírito Santo do que em relação ao Filho (cristologia) e ao Pai. Dentro da teologia trinitária, o Espírito Santo é normalmente referido como a "terceira pessoa" do Deus Triuno - com o Pai sendo a primeira pessoa e o Filho a segunda.

A existência do Espírito Santo é afirmada no Credo Apostólico. Dele também seria a responsabilidade pela Imaculada Conceição. No Credo niceno (uma elaboração extensa do Credo Apostólico), é afirmado ainda que o Espírito Santo procede de um ou de ambos os outros membros da Trindade. Esta afirmação implica que o Espírito Santo seja co-substancial e co-eterno com o Pai e o Filho.

O Espírito Santo é também afirmado como sendo "Aquele que dá a Vida". Este Espírito Santo é frequentemente interpretado como sendo a mesma entidade que O Anjo do Senhor (ou Espírito do Senhor) referenciado no Antigo Testamento.

Foi o Espírito Santo que implantou a vida em nosso Planeta. “A terra era sem forma e vazia: e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gênesis 1.2). A vida foi doada por Ele e ela só pode ser gerada de outra vida. Nisto está a soberania de Deus, só Ele pode dar e tirar a vida, por isto foi possível Jesus Cristo ressuscitar, porque Ele possui o poder (a chave) da morte e da vida.

A Fé:

Fé (do latim fides, fidelidade e do grego pistia) é a firme convicção das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêm. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho e provaram algo considerado impossível ao homem. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. (Confere Hebreus 11.1-3).

A se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar e apostar, isto é, se alguém tem em algo, então acredita, confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita, confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha . A diferença entre eles é que ter é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor pelo que acredita,confia e aposta.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. A fé não é baseada em evidências físicas, e, portanto as alegações da fé não são reconhecidas pela comunidade científica. É geralmente associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso.

A se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

Fé é coisa séria, se o fiel não for devidamente orientado sobre a razão da sua fé, facilmente ele cairá no fanatismo, tornando-se presa fácil para os aproveitadores da “boa fé”, tornar-se-a idólatra de ideologias e crendices sem fundamento, gerando as mais espantosas distorções chegando mesmo a estar disposto a dar a vida pela sua “fé” sem saber do porquê de seu sacrifício (verdadeiros homens e mulheres bomba).

Conclusão.

Ao longo de toda a História do Cristianismo, as questões cristológicas têm sido muito importantes na vida da Igreja. A Cristologia era a preocupação fundamental a partir do Primeiro Concílio de Nicéia (325) até o Terceiro Concílio de Constantinopla (680). Ao longo deste período, os diferentes pontos de vista dos grupos da comunidade cristã levaram a acusações de heresia e posterior perseguição religiosa. Em alguns casos, a principal característica distintiva de uma seita é a sua forma de entender a teologia; e nestes casos, é comum que a seita seja conhecida pelo nome dado à sua exegese bíblica.

Tal como é indicado pelo nome "Cristianismo", o foco da vida de um cristão é uma firme crença de que Jesus seria o Filho de Deus, e, portanto, o ‘'Messias ou Cristo’'.

Os cristãos acreditam que, como Messias, Jesus foi anunciado como governante e salvador da humanidade e defendem que Jesus "cumpriu todas as profecias bíblicas que diziam respeito ao Messias do Antigo Testamento". A concepção cristã do Messias difere significativamente da concepção judaica.[6] O núcleo crença cristã é que, através da morte e ressurreição de Jesus, o pecado original dos seres humanos são perdoados, a humanidade passa a ser reconciliada com Deus e, assim, são oferecidas a salvação e a promessa de vida eterna.

Embora tenha havido disputas teológicas sobre a natureza de Jesus, os cristãos geralmente acreditam que Jesus é Deus encarnado e "verdadeiro Deus e verdadeiro homem" (que equivale a dizer que ele tem plenamente as duas naturezas: a divina e a humana). Além de toda discussão mística a respeito da pessoa de Jesus, os Cristãos acreditam que também Jesus foi o maior Mestre de todos os tempos. Assim, podemos entender, que foi Ele quem lançou os fundamentos do humanismo que toma importância a partir do século XV. (P/AViS- 27/04/2010)